Facebook tira do ar página do Sindicato e mais quatro páginas de entidades ligadas à CUT no mesmo dia

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Além da página do Sindicato dos Bancários da Paraíba, o Facebook tirou do ar, nesta terça-feira (15), as páginas das CUT’s Brasília e Santa Catarina e as dos sindicatos dos Bancários do Mato Grosso e dos petroleiros do Paraná e de Santa Catarina, todas ligadas à Central. As páginas sindicais foram tiradas do ar sem qualquer explicação. O Facebook se limitou a colocar nas quatro páginas um breve comunicado dizendo: “Sua página foi tirado do ar – parece que a atividade recente em sua página não segue as Políticas das Páginas do Facebook. Se você acreditar que a remoção da sua página foi um erro, poderá contestar esta decisão e analisaremos novamente a questão”.

Nenhuma das entidades CUTistas publicou qualquer material ofensivo que violasse qualquer regra do Facebook. A última publicação do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso, por exemplo, foi no dia 12 de outubro quando a página postou um card em comemoração ao dia das crianças. Já os sindicatos dos petroleiros, compartilharam um vídeo com críticas às afirmações inverídicas do presidente da Petrobrás na Comissão de Minas e Energia.  A CUT Brasília por sua vez postou na terça informações sobre uma festa cubana, que vai acontecer no Canteiro Central do Setor Comercial Sul.

Para o secretário Nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, o conteúdo das postagens demonstra que, ao tirar as páginas do ar, o Facebook atentou contra a liberdade de comunicação e expressão das entidades sindicais. A CUT Brasil exige, disse ele, que a empresa dê uma resposta imediata e recoloque as páginas no ar.

“Não podemos aceitar esse ataque à organização sindical, pois não há justificativa plausível para retirada das páginas do ar. Não  publicamos fake news nem ofendemos qualquer pessoa, crença ou raça. Defendemos os interesses da classe trabalhadora”.

“Exigimos resposta imediata do Facebook e a restauração de todas as páginas imediatamente”, afirmou Roni Barbosa.

Procurada pela reportagem do Portal CUT, a assessoria de imprensa do Facebook no Brasil não soube responder o motivo da censura às páginas  e pediu um e-mail explicando o que aconteceu, quantas páginas saíram do ar e quais eram para analisar antes de dar uma resposta. Até a publicação desta reportagem a empresa não enviou nenhuma resposta.

A assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários da Paraíba repudiou a ação, uma vez que todos os conteúdos que são postados são de cunho oficial, de conteúdos que prestam informação sobre temas de importância local e nacional. Além disso, todo o engajamento do público é espontâneo não precisando de patrocínio para o mesmo.

A CUT Brasília afirmou que não publica qualquer tipo de conteúdo que agrida os direitos humanos, pelo contrário, os conteúdos vão ao encontro à pluralidade e a democracia. A entidade considerou a ação do Facebook uma violação ao direito humano à comunicação e à liberdade de expressão, garantido expressamente em diversos documentos de organizações internacionais e na própria Constituição brasileira.

“Nossa página está dentro do limite da liberdade de expressão, transgredida por vários outros usuários do Facebook, que continuam com suas páginas no ar”, diz outro trecho da nota.

A assessoria da CUT Santa Catarina descobriu nesta quarta-feira (16) que sua página não estava no ar quando foi publicar uma notícia sobre um seminário de feminicidio.

O sindicato dos petroleiros do Paraná e de Santa Catarina ressaltou que a página deles ultrapassava a marca de 70 mil pessoas alcançadas e que a última publicação questionava declarações de que para a atual gestão da Petrobras o “respeito às pessoas era fundamental” e que existe um “programa de empoderamento dos empregados da Petrobrás”, quando na verdade o que se percebe cotidianamente é a prática de assédios e punições.

O sindicato contestou a decisão do Facebook e afirmou que, se for preciso, recorrerão à Justiça contra essa que parecer ser uma ação orquestrada de denúncias da publicação feitas por perfis falsos na rede, os chamados “robôs”, ou ainda uma manobra em massa dos apoiadores do atual governo Jair Bolsonaro (PSL), cujo objetivo é entregar a Petrobrás e demais empresas estatais para o capital privado.

Ascom/CUT

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