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Os economistas ainda estão fazendo as contas do impacto dessa elevação no total de crédito tomado no Brasil, mas já começam a surgir dúvidas sobre a efetividade da nova medida no combate à inflação.
"Faz parte da lógica que vem sendo seguida nas últimas semanas. É uma medida para conter a expansão do crédito e da demanda", diz José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, que acredita na efetividade da medida. "Está dentro do diagnóstico da equipe econômica, de atacar a inflação em todas as frentes. Não adianta apenas elevar juros e tomar medidas fiscais."
Já um outro economista, que preferiu não ser identificado, acredita que, com todas essas medidas a conta-gotas, o governo "está criando um monstrinho". Para essa fonte, o melhor seria elevar de uma vez os juros e fazer ajuste fiscal para, então, esperar a inflação cair.
Ele admite, no entanto, que a alta do IOF para pessoa física pode provocar uma reação em quem concede crédito. Pela lógica, os bancos e financiadores optariam eles mesmos por moderar a concessão de crédito, já que o governo mostra uma determinação tão grande para restringi-lo. A ideia, nesse caso, seria evitar uma medida mais dramática do governo, ou se proteger caso ela seja tomada.
Fonte: iG – Aline Cury Zampieri