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Terminou sem nenhum avanço a rodada de negociação entre o Sindicato dos Bancários de São Paulo e a terceirizada Fidelity, realizada na sexta-feira, dia 18. Numa postura intransigente, a empresa não quer dar um centavo de reajuste para seus funcionários, negou o pedido de redução da jornada de oito para seis horas e manteve os valores irrisórios de direitos como vales alimentação e refeição.
O Sindicato avisou a Fidelity que, se a empresa não apresentar uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores até a próxima terça-feira 22, os funcionários vão cruzar os braços e iniciar uma greve.
"É um absurdo a postura da Fidelity na mesa de negociação. A empresa não atendeu a nenhuma das reivindicações que estamos negociando há meses. Em 2006, a presidência da empresa assumiu um compromisso com o Sindicato de pagar os direitos com os mesmos valores que os bancários têm direito e aceitou inclusive a redução da jornada para seis horas. Mas tudo isso ficou só no papel. Se a empresa não cumprir a sua palavra e não negociar conosco com seriedade, vamos parar e a Fidelity vai sentir o poder de pressão dos trabalhadores. Aliás, essa é a linguagem que a terceirizada entende, porque pela via negocial não temos conseguido os avanços", afirma Lindiano José da Silva, diretor da Contraf-CUT.
Na negociação, a Fidelity manteve o vale-alimentação em R$ 110, valor que já havia sido rejeitado pelos trabalhadores. Para o vale-refeição, a empresa disse que vai aumentar o benefício conforme reivindicado pelo Sindicato, mas o valor é ridículo: de R$ 7 para R$ 8.
Outras duas reivindicações dos funcionários ficaram sem resposta: a extensão do vale-alimentação para as empregadas afastadas em licença-maternidade e o fim dos trabalhadores diaristas, uma das funções mais exploradas pela terceirizada. A empresa disse que vai estudar essas duas exigências e que dará uma resposta em breve.
"Infelizmente a Fidelity está empurrando seus funcionários para a greve. O Sindicato tem apostado numa solução para as demandas dos trabalhadores em mesa de negociação, mas se a empresa não atender por bem, vai atender por mal. Em grande parte, os culpados por essa situação são os bancos, que terceirizam serviços essenciais, sem compromisso algum com a responsabilidade social. Esses funcionários fazem trabalho típico de bancário e deveriam ser contratados com os mesmos direitos garantidos pela Convenção Coletiva da categoria. Se tivermos mesmo de ir para a greve, os bancos que terceirizam para a Fidelity, como o Bradesco e Santander, vão sentir como esses funcionários são importantes", diz Lindiano.
Fonte: Seeb São Paulo