Do passado ao presente – Formação conecta lutas históricas a desafios atuais dos bancários e bancárias.

CUT
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O Sindicato dos Bancários da Paraíba (SEEB-PB) recebeu, nesta quinta (15) e sexta-feira (16), o segundo módulo do curso de formação promovido pela Secretaria de Formação da Contraf e Secretaria de Formação do Sindicato dos Bancários da Paraíba. Este segundo módulo do curso, “História do Movimento Sindical”, se debruçou sobre o estudo da história contemporânea das lutas da classe trabalhadora.

No primeiro módulo do curso, estudamos o surgimento do movimento operário com o advento da Revolução Industrial Inglesa, onde as jornadas de trabalho, inclusive de mulheres e crianças chegavam a 14 e 16 horas diárias, num cenário de muita precariedade e nenhum direito. Também vimos como, no início da década de 20, surgiram os primeiros operários e suas organizações no Brasil, passando pelos governos de Getúlio Vargas até a derrubada do governo de Jango com o golpe militar de 1965.

Neste segundo módulo estudamos o período da história contemporânea, com foco nas lutas, resistência e organização da classe trabalhadora. Vimos como surgiu a nossa CUT – Central Única dos Trabalhadores e o Partido dos Trabalhadores, como instrumentos forjados nas lutas dos trabalhadores e trabalhadoras deste país. Vimos também a ascensão dos governos democrático-populares de Lula e Dilma e os avanços que os trabalhadores conquistaram neste período, como a política de valorização do salário-mínimo, a retirado do país do mapa da fome, dentre várias outras conquistas. Estudamos o golpe de 2016, que derruba o governo de Dilma Rousseff e instala o governo antidemocrático e neoliberal de Michel Temer. Temer aprova   a reforma trabalhista, que é um ataque brutal aos direitos trabalhistas. Logo em seguida temos o advento do governo neofascista de Bolsonaro e seu projeto entreguista, além de dar sequência as reformas neoliberais iniciadas com o golpe de 2016.

Com a participação do presidente da Fetraf/NE, Carlos Eduardo, tivemos uma breve exposição de como o movimento sindical bancário está organizado: Sindicatos, Federações, Confederação e Central. E ainda a forma como estamos organicamente organizados nos nossos processos de enfrentamentos, que vão das organizações por local de trabalho, das greves e processos de mesas de negociações, onde contamos com nossa organização política do Comando Nacional dos Bancários, das Comissões de Empresas, organizadas por banco, dentre outros.

Segundo o formador da Contraf-CUT, o professor de História José Luís Vasquinho Paredes, a etapa concluída representou um mergulho necessário na trajetória das lutas e conquistas da classe trabalhadora ao longo da história “. A apropriação do conhecimento histórico não é apenas um exercício acadêmico, mas um requisito para a sobrevivência do movimento”.

Já a diretora do sindicato, Magali Pontes, destacou que a formação precisa ser um processo permanente de aprendizado. “O conhecimento abre perspectivas, horizontes e nos prepara para os enfrentamentos”, destacou Magali. Citando a máxima de que “não se muda aquilo que não se conhece”, a diretora enfatizou que o objetivo central é preparar os dirigentes para que compreendam a realidade em que atuam e possam transformar essa realidade, sempre na perspectiva da construção de um projeto político da classe trabalhadora.

Quem sabe mais, luta melhor”, resumiu o presidente do sindicato, Lindonjhonson Almeida, reforçando que o entendimento dos percalços enfrentados no passado é o que garante a solidez das lideranças no presente. O encerramento do módulo trouxe para o debate a conjuntura política imediata, preparando os dirigentes para os embates que já se desenham no horizonte.

“O segundo módulo foi uma oportunidade de aprofundar conhecimentos e nos prepararmos para os desafios que já estão postos para o ano de 2026. Não podemos perder isso de vista”, concluiu Magali Pontes.

Com o encerramento desta etapa, a Contraf, e o Sindicato dos Bancários reafirmam o compromisso com uma formação de base sólida, entendendo que a renovação do movimento sindical passa obrigatoriamente pela compreensão crítica da história e pela preparação intelectual de seus quadros.

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