Governo do Rio faz nova tentativa de venda do Berj nesta sexta

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O governo do Estado do Rio de Janeiro tenta hoje, pela terceira vez, vender o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj), parte do antigo Banerj que ficou em poder do Estado. O Banerj foi privatizado em 1997, comprado pelo banco Itaú.
 

O leilão do Berj está marcado para às 10h na sede carioca da Bovespa (centro) e o preço mínimo será de R$ 513 milhões, o mesmo da tentativa de venda realizada no dia 31 de maio do ano passado. Também como em 2010, o vencedor poderá levar a folha de pagamento dos servidores ativos e inativos do Estado por mais R$ 374 milhões.

Estão pré-qualificados para participar do leilão Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil (BB) e Santander. Desses, somente o BB confirmou. Em maio de 2010 estavam inscritos o Itaú e o Bradesco, mas nenhum deles apresentou lance na hora marcada. A primeira tentativa de vender o Berj foi feita em 2006, no governo de Rosinha Matheus (PR). A crise econômica impediu que nova tentativa fosse feita antes de 2010.

O Berj é formado por ativos e passivos que, na época da privatização, se convencionou chamar "parte podre" do Banerj.

Segundo o governo fluminense, os principais atrativos para o possível comprador do Berj são uma conta de prejuízos fiscais superior a R$ 3 bilhões, que o novo dono poderia usar para abater de seus impostos a pagar, e créditos contra a União em valores não informados. A conta de aproximadamente 400 servidores do Estado por três anos seria um atrativo adicional.

Caso o leilão tenha sucesso desta vez, o Estado do Rio coloca nos seus cofres pelo menos R$ 887 milhões. O leilão exclui da venda três ativos do Berj, com valor total estimado em R$ 157 milhões, segundo o governo fluminense: a antiga sede do Banerj no centro do Rio (R$ 86 milhões), um terreno na avenida Paulista (R$ 60 milhões) e o acervo cultural (R$ 11 milhões).

Bancários defendem manutenção do Berj como banco público

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro defende a ideia de que o estado deveria ativar o Berj como banco público, em vez de vendê-lo. Num sistema financeiro altamente concentrado como é o brasileiro, praticamente inexiste a concorrência.

"O governo do estado tem aí uma excelente oportunidade de expandir o sistema financeiro pelo lado público e buscar operar no mercado com juros razoáveis", pondera o diretor de Imprensa, Ronald Carvalhosa.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio e Valor Econômico

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