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Greve Nacional dos Bancários começa forte em todo Estado do Pará
Crédito: David Alves – Seeb-PA
A greve Nacional dos Bancários começou na terça-feira (27) a todo vapor no Pará. A adesão dos trabalhadores de bancos públicos e privados na região metropolitana de Belém foi de 100%. Em Santarém, todos os bancos públicos grevaram. Em Marabá, houve paralisação maciça dos funcionários do Banco do Brasil, Banpará e Caixa e, parcial, apenas no Banco da Amazônia. A cada momento chegam notícias ao Sindicato dos Bancários do Pará de mais agências aderindo ao movimento em todo o Estado e nesta quarta-feira (28) o movimento grevista dos bancários tende a crescer muito mais.
Em todos os piquetes, os trabalhadores dialogavam com a população sobre os motivos da greve, esclarecendo que, em 5 rodadas de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), os bancos ofereceram apenas um índice de reajuste salarial de 8% e não negociaram pautas importantes de remuneração, emprego, saúde, condições de trabalho e segurança.
"Estamos em greve por culpa dos bancos. Esse setor da economia brasileira teve um lucro de 27,4 bilhões de Reais no primeiro semestre de 2011 e brincam com a nossa categoria em mesa de negociação quando oferecem 0,56% de ganho real e não negociam a valorização do nosso piso, o aumento da PLR, a contratação de mais bancários, melhorias de condições de trabalho e de segurança. A nossa luta por trabalho decente dentro dos bancos, é esse o motivo da nossa greve", afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim.
"Sem a greve não dá para conseguir nada dos banqueiros, é só assim que a gente pode arrancar melhores salários e condições de trabalho", ressaltou o funcionário do Banco do Brasil de Parauapebas, Ozias Vieira, que está de férias em Belém, mas aproveitou o dia parta fortalecer a greve da categoria marcando presença na mobilização de hoje.
Icoaraci – Além das atividades de greve no centro de Belém, o Sindicato também organizou piquetes no distrito de Icoaraci, no outro extremo da cidade. Lá, todas as agências de bancos públicos e privados foram fechadas, marcando outro ponto alto desse primeiro dia de greve no Pará.
Apoio da sociedade – O Sindicato dos Bancários do Pará, e todo o movimento sindical bancário, sabe que uma greve causa transtornos à população. Porém, esse é um direito constitucional e legítimo de todo e qualquer trabalhador brasileiro. O fato é que a greve ocorre, mais uma vez, pela intransigência dos banqueiros, que não aceitam negociar seriamente às reivindicações da categoria.
Apesar da paralisação, os serviços de auto-atendimento das agências bancárias está funcionando, assim como os setores de compensação de depósitos, transferências, pagamentos etc.
"É com a greve que a categoria pode arrancar melhorias não apenas para os bancários, mas também para a população. Lutamos pela contratação de mais bancários para melhorar o atendimento, queremos mais segurança nas agências para combater os crimes de saidinha, queremos a redução de taxas de juros e tarifas para quem é cliente e usuário dos bancos. Ou seja, essa luta não é só nossa, é de toda a sociedade, e é por isso que pedimos o apoio e a compreensão de todos, pois é com a greve que podemos mudar a realidade atual de atendimento precário dentro dos bancos", argumenta o vice-presidente do Sindicato e da Fetec-CUT/CN, Sérgio Trindade.
"É muito importante que os colegas que estão em greve, mas não estão citados nesse primeiro mapa de greve que estamos divulgando, que entrem em contato com o Sindicato para que possamos atualizar esses dados e traçar um mapa mais real da greve aqui no Pará. Essas informação serão repassadas diariamente para a Contraf-CUT, para que o Comando Nacional tenha um controle mais eficaz da greve da categoria, e mostre para os banqueiros a força do nosso movimento. Com uma greve forte em todo país, podemos arrancar uma proposta da Fenaban que atenda aos nossos interesses", afirma o diretor de comunicação do Sindicato, Fábio Gian.
Fonte: Seeb-PA
Greve dos bancários no Ceará começa forte com paralisação em todo o Estado
Crédito: Seeb-CE
5.329 bancários, entre os 9.081 do Ceará, o que representa 58,68%, cruzaram os braços na terça-feira, dia 27, no primeiro dia de greve da categoria, numa mostra de disposição de luta dos bancários cearenses. Das 447 agências bancárias, 200 pararam no percentual de 44,74%. O Sindicato orienta os bancários a fortalecerem a mobilização e exigirem a retomada das negociações com Governo e os banqueiros.
A luta dos bancários é para que os bancos ofereçam uma proposta decente, que avance na questão do emprego, segurança, saúde, igualdade de oportunidades e também em remuneração, com aumento real acima de inflação maior do que está posto, valorização do piso da categoria, e também melhor distribuição dos lucros e resultados.
No primeiro dia de greve, a adesão do bancário, como ao longo dos anos, foi efetiva. Cruzaram os braços os bancários do Itaú, HSBC, Santander, Safra, Bradesco, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil numa demonstração de disposição de luta, com adesão tanto na Capital como no Interior. Segundo o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra " isso já estabelece uma boa greve. Esse início de paralisação significa um início de greve mais mobiliado, mais participativo do que em outros anos".
Atos conjuntos com outras categorias
Foram realizados atos conjuntos de vários sindicatos de trabalhadores se solidarizando com o Sindicato dos Bancários do Ceará e a categoria. Primeiro ato aconteceu no Fórum Trabalhista Autran Nunes, em defesa da cidadania, do direito constitucional de greve, para se defender de ataques do Sistema Financeiro Nacional, do bancos e do Governo.
Segundo ato, por proposição dos Sindicatos e da coordenação das Centrais Sindicais, a partir da CUT realizaram uma caminhada até o Edifício Sede da Caixa, na Rua Sena Madureira, para uma atividade conjunta com os bancários, onde a paralisação foi destaque em relação aos outros anos. Além de grande adesão de bancários, mais de 250 terceirizados também ficaram fora do ambiente da Caixa e isso fortaleceu a unidade. Chegou-se a ter mais de 400 pessoas, entre bancários, apoiadores, sindicalistas e as Centrais Sindicais CUT, CTB, Força Sindical e Conlutas.
Unidades de apoio à greve
O Sindicato inovou com a instalação de três unidades de apoio à greve: na Caixa da Praça do Ferreira; no Banco do Brasil da Aldeota; e no BNB Passaré. Numa iniciativa diferente, agregou valor na medida que foram pontos de atendimento, de esclarecimento à população, de reforço e apoio aos grevistas.
Na atividade do Edifício Sede da Caixa houve deslocamento da Unidade de Apoio da Praça do Ferreira, para dar suporte aos bancários em greve, haja vista que houve tentativa dos administradores de Caixa de inibir o movimento. Com a paralisação forte, o superintendente da Caixa foi autorizado por Brasília a negociar um contingente, que ficou acertado até a próxima sexta-feira, dia 30.
Fonte: Seeb-CE
Greve na base de Belo Horizonte e região é forte no primeiro dia
O primeiro dia de greve na base de Belo Horizonte e região mostrou a disposição dos bancários de bancos públicos e privados de pressionar os bancos para que eles atendam as justas reivindicações da categoria. Diversas unidades de trabalho da Caixa, do Banco do Brasil e várias agências do Bradesco, Itaú, HSBC, Santander e Mercantil do Brasil paralisaram suas atividades durante todo o dia de ontem. No Bradesco, apesar da ameaça de interdito proibitório, as agências permaneceram paralisadas.
Os bancários entraram em greve, após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, na última sexta-feira, dia 23, em São Paulo, quando foi recusada a segunda proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Anteriormente, os bancos haviam oferecido reajuste de 7,8%.
Às 14 horas, os bancários em greve realizaram uma assembleia em frente a agência Século da Caixa e decidiram continuar a greve por tempo indeterminado. Amanhã haverá nova assembleia às 11h30, em frente o prédio do Banco do Brasil, na rua Rio de Janeiro, 750, para decidir os rumos do movimento.
Logo após a assembleia, os trabalhadores sairão em passeata pela ruas do centro da Capital para denunciar a intransigência dos banqueiros e mostrar a disposição da categoria de fortalecer ainda mais a luta em defesa dos seus direitos.
Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a paralisação atingiu em seu primeiro dia 4.191 agêcnias e centros administrativos em 25 estados e no Distrito Federal. A força da greve nacional mostra a enorme insatisfação dos bancários diante da proposta insuficiente da Fenaban, que representa apenas 0,56% de aumento real, não avança no emprego e nas condições de saúde, trabalho e segurança e não melhora o atendimento aos clientes. Cobra também avanços nas negociações específicas com os bancos públicos federais e estaduais.
A greve é por tempo indeterminado, até que as reivindicações dos bancários sejam atendidas. A categoria quer reajuste de 12,8% (5% de ganho real mais a inflação do período), valorização do piso, maior participação nos lucros, mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, entre outros itens.
Cardoso, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, enfatiza a importância do fortalecimento da greve para pressionar a Fenaban a retomar as negociações e apresentar uma proposta que atenda as reivindicações da categoria". O primeiro dia de paralisação mostrou o grande poder de mobilização dos bancários. Agora, vamos ampliar ainda mais a nossa greve nesta quarta-feira e fazer uma grande passeata com muita alegria e disposição para pedir o apoio da população e mostrar que a nossa luta contra a intransigência do setor que mais lucra no país é justa e merece respeito", afirmou.
Fonte: Seeb Belo Horizonte
Greve Nacional dos Bancários em Alagoas cresce no segundo dia
Sem uma nova proposta dos bancos, que contemple as justas reivindicações dos bancários, a greve da categoria em Alagoas cresceu substancialmente neste segundo dia, sobretudo no interior do Estado. O Banco do Brasil já deixou de funcionar em 44 dos 56 municípios onde atua, enquanto a Caixa Econômica Federal está paralisada em 16 cidades, de um total de 19. No Banco do Nordeste a greve é de 100%, atingindo as dez unidades do Estado.
A paralisação nesta quarta-feira também foi maior nos bancos privados, com o fechamento de mais três agências – duas do Itaú e uma do Unibanco. O Sindicato continua trabalhando para aumentar o quadro de greve, através de mobilizações e de conversas com os empregados. "É fundamental que a paralisação em Alagoas e no país atinja seu pico máximo, pois só assim a Fenaban e os dirigentes de bancos públicos retornarão à mesa de negociação trazendo melhores propostas", disse Jairo França, presidente do Sindicato.
A orientação do Comando Nacional dos Bancários e do Sindicato é para que a categoria intensifique o movimento, buscando afetar o que os banqueiros mais idolatram, que é o lucro. Os grevistas também devem se engajar nas atividades de mobilização, buscando garantir a adesão de todos os colegas na paralisação.
Fonte: Seeb-AL