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Segundo o IBGE, foi a maior alta do IPCA para meses de abril desde 2016, quando a taxa ficou em 0,61%.
O acumulado dos últimos doze meses atingiu 4,94%, contra os 4,58% nos 12 meses imediatamente anteriores. Segundo o IBGE, é a maior variação acumulada em 12 meses desde janeiro de 2017, quando o IPCA acumulou alta de 5,35%.
Gasolina e medicamentos pressionaram os preços
Os vilões da inflação de abril foram os preços da gasolina e remédios, mas os aumentos nos preços dos alimentos também pesaram.
O grupo saúde e cuidados pessoais teve o maior impacto de alta, contribuindo com 0,18 ponto porcentual após avançar 1,51% no IPCA de abril. O destaque foi o segmento “remédios” (2,25%), refletindo o reajuste anual, em vigor desde 31 de março, com teto de 4,33%, segundo o IBGE.
Os remédios tiveram o terceiro maior impacto individual no IPCA do mês e é possível que o reajuste continue tendo efeito na inflação de maio, pois as farmácias podem “espaçar” as remarcações de preços em função da concorrência, de acordo com o IBGE.
O primeiro impacto individual na inflação ficou com a gasolina, que avançou 2,66%. Com isso, o grupo transportes subiu 0,94% no IPCA de abril, com impacto de alta de 0,17 ponto porcentual. Apesar disso, houve desaceleração ante março, quando o grupo subiu 1,44%.
O grupo alimentação e bebidas contribuiu com 0,16 ponto porcentual no IPCA do mês passado, ao subir 0,63%. Apesar do peso, a variação ficou abaixo da metade da registrada no IPCA de março (1,37%).
O IBGE destacou as quedas de preços no feijão-carioca (-9,09%) e nas frutas (-0,71%) e a pressão provocada pelos preços do tomate (28,64%), segundo maior impacto individual no IPCA de abril, do frango inteiro (3,32%), da cebola (8,62%) e das carnes (0,46%). A alimentação fora de casa foi de 0,10% em março para 0,64% em abril.
CUT