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Entre abril de 2008 e junho de 2010, chegou-se a verificar reajustes de até 65,8% nos pacotes bancários, de acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Outro fator importante é o desconhecimento do próprio usuário sobre os benefícios da internet. Isso vale para o dia a dia: como evitar filas nas agências e fazer economia no pagamento de tarifas. Diversas não podem, por lei, ser cobradas se realizadas pela rede e pouca gente sabe disso.
– O consumidor desconhece boa parte dos serviços disponíveis para não pagar tarifas. Mas os bancos também não repassam os ganhos com a internet, porque ainda vemos aumentos em algumas tarifas – disse a economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ione Amorim.
Segundo reportagem de O GLOBO deste domingo, um levantamento feito pela entidade, de abril de 2008 a junho passado, constatou uma elevação de até 65,8% nos preços de alguns pacotes bancários exclusivos. Ou seja, aqueles com perfil desenhado pela instituição para seus clientes. Em média, o reajuste foi de 16,9% no período.
Já nos pacotes padronizados, de oferta obrigatória imposta pela resolução 3.518 de 2008, dos dez bancos analisados, apenas um havia subido preços. Os demais fizeram reduções que chegaram a quase 61%. Na média, os preços caíram cerca de 18% nesta modalidade.
DOC custa quase o dobro na agência
Segundo Ione Amorim, 60% da população bancária estão vinculados a um pacote e, caso esse cliente use frequentemente a internet, ele poderia optar por tarifas avulsas. Isso porque a mesma resolução proíbe a cobrança de tarifas em alguns serviços feitos por meio da web, como consultas de saldos, pagamentos imediatos ou programados.
– Há pontos positivos (com a internet), como redução de filas, de tempo, de transporte. E, quando o usuário segue as instruções dos bancos, a internet é segura – acrescentou ela.
Fonte: O Globo