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O pedido do MPF foi acatado parcialmente pela juíza. A ação propunha que todas as agências com o Banco Postal recebessem segurança idêntica à das instituições bancárias. Segundo a juíza, isso poderia afetar a viabilidade do negócio, prejudicando parte da população com a extinção do serviço.
"Todavia, se é certo que não se pode conferir aos bancos postais o sistema de segurança próprio das instituições bancárias, sob pena de inviabilização econômica do serviço, não se pode fechar os olhos para a realidade delitiva que os cerca – é público e notório que as agências da ECT vêm sendo alvo especial da atuação de criminosos", explicou em sua sentença.
Segundo a juíza, a decisão conseguiu equacionar os interesses. "Reputo que a colocação de um vigilante armado em todas as agências que atuam como Banco Postal é medida necessária para dificultar a ação de criminosos, pelo seu caráter ostensivo."
A decisão cita também o Bradesco, então parceiro dos Correios, como corresponsável pela contratação dos seguranças e instalação das portas giratórias. Atualmente, porém, o parceiro é o Banco do Brasil.
Procurada, a assessoria dos Correios informou, às 21h de sexta-feira (10), que não seria possível dar informações a respeito do recurso ou se o órgão já havia sido notificado da decisão.
Fonte: O Estado de S.Paulo