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Após a demissão, os exames constataram as lesões e ele entrou com ação, por meio de um advogado particular. A reintegração aconteceu no último dia 16 de agosto.
Este mesmo escritório é responsável por outras duas reintegrações, ambas de trabalhadores do Santander: uma em julho, outra em maio. Nos três casos, os bancários receberam toda a assistência do Sindicato, que não homologou a dispensa, emitiu a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), prestou orientações e acompanhou todo processo.
Santander
Isnar Gonçalves, reintegrado ao Santander em julho deste ano, tem 31 anos de banco. "Comecei com 18 anos, no antigo Bandepe. Foi meu primeiro emprego", lembra o bancário. Seu histórico de doença ocupacional é antigo e já conhecido pelo banco.
Os sintomas se arrastam desde 2005, mas só em 2008, ele teve CAT emitida e precisou se afastar do trabalho. No ano passado, as dores o obrigaram a tirar mais uma licença. No entanto, tudo isso foi ignorado pelo Santander.
O banco fez pior. Chamou o bancário para uma avaliação que não chegou a existir. A reunião serviu apenas para que ele recebesse a carta de demissão. O bancário – que cumpria todas as metas, tinha ótima produtividade e avaliações de desempenho muito boas – quis saber o motivo da demissão. Os representantes do banco alegaram adequação da área e afirmaram que o salário dele era "alto demais".
"Ou seja, o próprio Santander reconhece aquilo que a gente sempre denuncia: o abuso da rotatividade, com a demissão do pessoal mais antigo, com salários melhores, para contratação de gente nova, que ganhe menos", afirma o secretário de Saúde do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Wellington Trindade.
Isnar entrou com ação de reintegração em março e a antecipação de tutela, em julho, garantiu o retorno. No entanto, o bancário continua de licença médica.
Também do Santander é João Mariano Pereira, demitido no final do ano passado. Em exame periódico do banco, a própria médica o havia encaminhado para especialistas. No entanto, dois dias depois, ele recebeu a carta de demissão.
Com oito anos de banco, há mais de dois ele já sentia dores nos membros superiores. "Tenho um filhinho de três anos em casa e não consigo mais carregá-lo no colo", diz João Mariano. Reintegrado no dia 25 de maio, o bancário continua de licença médica.
Fonte: Contraf-CUT com Seec Pernambuco