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Para o presidente do Seeb-MT, Arilson da Silva, a tentativa do Itaú de impedir a greve dos bancários demonstra a intransigência do banco em negociar. "Estamos exercendo nosso direito de greve e estamos abertos ao diálogo. A decisão da Justiça só fortalece nossa luta por mais segurança nos bancos, mais contratações, melhores condições de trabalho. Nossa luta é por emprego decente, vamos nos manter firmes na nossa luta".
A greve dos bancários está no quarto dia, que teve 139 agências paradas no terceiro dia em todo Estado. Os trabalhadores estão em frente às agências para dialogar com a população sobre os serviços bancários que podem ser feitos em lotéricas e caixas eletrônicos, e esclarecendo que o autoatendimento das agências funciona normalmente.
Entre as reivindicações da categoria está mais segurança nas agências, mais contratações, fim das altas tarifas, do assédio moral e das metas abusivas, além de reajuste salarial de 12,8% e melhores condições de trabalho.
Até o momento, mais de 6.248 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados fechados em 25 estados e no Distrito Federal. São 2.057 unidades fechadas a mais do que no primeiro dia de greve, quando foram paralisadas 4.191 unidades, de acordo com o balanço feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos.
O terceiro dia de greve dos bancários foi mais intenso com o aumento do número de agências fechadas em todo Estado. Cuiabá e Várzea Grande estão 99% paralisadas com o total de 88. Em todo Mato Grosso são 139.
As cidades do interior que estão em greve são Sinop, Tangará da Serra, Cáceres, Arenápolis, São José do Rio Claro, Barra do Bugres, Sorriso, Nortelândia, Barra do Garças, Confresa, Rondonópolis, Jaciara, Campo Verde, Alta Araguaia, Primavera do Leste, Pontes e Lacerda, Lucas do Rio Verde, Diamantino, São Félix do Araguaia e Vila Rica.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb-MT