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Crédito: Seeb Rio

Mônica Mariano da Silva é empregada da Caixa Econômica Federal há mais de dez anos. Trabalhou em três unidades e, mais recentemente, na agência Catete. A pressão sofrida em função das metas absurdas impostas pelo banco fez com que Mônica sofresse de doenças psicológicas, inclusive síndrome do pânico. Sua saúde, debilitada, a levou a uma licença pelo INSS por dois anos.
O diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Enilson Nascimento, criticou a postura da empresa e os peritos do INSS. "Acredito que o perito do INSS deu alta precoce, pois ela ainda não tinha condições de voltar ao trabalho. Em vez de se preocupar com a saúde de sua funcionária e saber por que ela se ausentou do Programa de Reabilitação, a empresa se aproveitou da situação para demiti-la", critica o sindicalista.
A ação do Sindicato
Mônica procurou ajuda do Sindicato. O Departamento Jurídico da entidade entrou com uma liminar (pedido de tutela antecipada). Em sua decisão, o juiz Evandro Lorega Guimarães, da 5ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, destacou que "os atestados médicos apresentados pela empregada justificam as faltas cometidas", considerando a aplicação da justa causa uma "precipitação" do banco e destacando que a tutela concedida visa "preservar a dignidade e o valor social do trabalho" para a bancária.
Enilson alerta que o caso de Mônica não é isolado. "É grande o número de empregados com doenças ocupacionais em função da imposição de metas absurdas. Estas são algumas das terríveis conseqüências da atual política e da reestruturação imposta pela direção da Caixa", denuncia.
A bancária não consegue esconder sua alegria pela vitória. "Tenho orgulho de ser sindicalizada. Recebi todo o apoio do Sindicato e me senti aliviada com a decisão da Justiça", ressalta Mônica.
Fonte: Seeb Rio