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Com o forte crescimento dos resultados financeiros no ano passado, o Brasil se tornou a terceira operação mais rentável para o HSBC no mundo. A participação da filial brasileira no lucro bruto do banco foi de 5,6%, e só ficou atrás dos resultados das operações de Hong Kong e da matriz no Reino Unido. Em 2009, quando a fatia no lucro bruto era de 3,8%, o Brasil ocupava a quinta posição no ranking do banco.
Mundialmente, o HSBC registrou lucro líquido – desconsiderando os descontos de impostos – de US$ 19,037 bilhões, resultado 169% superior ao apresentado em 2009.
"No momento em que o banco inglês anuncia um lucro extraordinário no mundo e em suas operações no Brasil, seus trabalhadores mais uma vez amargam receber um dos piores salários do mercado e o menor pagamento de participação nos resultados, por conta do desconto dos programas próprios da PLR", afirma Sérgio Siqueira, diretor da Contraf-CUT e funcionário do HSBC.
"Isso sem contar o assédio moral constante pelo atingimento de metas que chegam a ser desumanas, ainda mais com a falta de trabalhadores nas agências e departamentos. Com essa situação, os casos de stress, síndrome do pânico, depressão e LER/Dort são constantes no banco e muitos bancários têm saído da empresa para buscar melhores condições em outros lugares – perda de pessoal que o banco não tem reposto. O movimento sindical há muito tempo vem cobrando do banco inglês que de fato valorize seus trabalhadores e até agora, nada aconteceu", completa.
Reivindicações
No próximo dia 10 de março, em São Paulo, acontece uma reunião ampliada da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC. Os bancários vão discutir o pagamento da PLR e do PPR, o fechamento dos Secoms, a previdência complementar e a saúde dos trabalhadores do banco inglês.
Fonte: Contraf-CUT