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Dilema
Gabas, que participou de um encontro com sambistas no Rio de Janeiro para debater os benefícios previdenciários, afirmou que o veto ao patamar de 7,72% significaria um reajuste de apenas 3,45% a partir de julho, o mínimo determinado pela lei.
Com isso, haveria a necessidade de uma nova medida provisória (MP) com a alta de 6,14% dos benefícios, que teria que ser apreciada pelo Congresso até meados de agosto para não trancar a pauta.
"O dilema do presidente hoje é se sanciona ou edita outra MP. E outra MP significa que o mesmo Congresso que aprovou os 7,72% vai avaliar (novamente a questão)", frisou Gabas, que não quis revelar que sugestão fará amanhã a Lula. "Está na pasta, amanhã vocês vão saber", acrescentou.
CUT defende reajuste de 7,72% e fim do fator previdenciário
A Executiva Nacional da CUT reitera ao presidente Lula que sancione o reajuste de 7,72% para as aposentadorias acima do salário mínimo e também o fim do fator previdenciário.
O reajuste vai beneficiar mais de oito milhões de brasileiros e brasileiras e funcionar como mais um fator de incremento da renda. O fim do fator corrige uma série de injustiças iniciadas em 1999, durante o governo FHC.
"Somos contrários à proposta de idade mínima, mencionada por alguns parlamentares como alternativa ao fator previdenciário. A idade mínima penalizaria quem começa a trabalhar bastante jovem", destaca a CUT.
Herança maldita
A alegação do governo não sensibiliza o movimento sindical, que reivindica não só a sanção do 7,7% como também do fim do fator previdenciário, considerada por muitos sindicalistas como mais relevante do ponto de vista econômico e social.
"O fator é uma das heranças malditas do governo FHC, que reduz em até 40% o valor das novas aposentadorias. O fim deste mecanismo odioso é uma questão de justiça com a classe trabalhadora, por isto esperamos que o presidente Lula não vete", declarou o presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Wagner Gomes.
Fonte: Vermelho e CUT





