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"Decididos a superar juntos as atuais dificuldades, acordamos hoje um novo pacto orçamentário e uma maior coordenação das políticas econômicas de interesse comum. Para isto, será necessário um novo acordo entre os Estados-Membros da zona do euro, consagrado em ambiciosas normas comuns que modelem o firme compromisso político em um novo marco jurídico", diz a nota divulgada pelo Conselho Europeu em seu site.
Na mesma nota, o conselho destaca que o novo pacto orçamentário, a coordenação reforçada das políticas econômicas e o desenvolvimento de ferramentas comuns de estabilização são necessários para "uma união econômica mais forte", capaz de responder aos desafios em curto prazo.
O novo pacto fiscal determina que o déficit estrutural anual dos Estados-Membros não poderá exceder 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nominal, ou seja, os países terão que adotar medidas para manter seus orçamentos equilibrados. Cada Estado-Membro terá de incluir essa norma em seu próprio ordenamento jurídico e caberá ao Tribunal Europeu de Justiça julgar se ela está sendo cumprida.
O novo acordo prevê também que as atuais normas aplicáveis aos casos de déficit excessivo se tornarão mais rígidas. "Assim que a Comissão [Europeia] determinar que um Estado-Membro superou o limite máximo de 3% [de déficit público], haverá consequências automáticas, salvo nos casos em que a maioria qualificada dos Estados-Membros se opuser", esclarece a nota do Conselho Europeu.
Cada governo terá que informar antecipadamente seus planos de emissão de dívida pública a uma instância ainda a ser definida. As sanções serão ainda mais rígidas para os Estados-Membros cujo endividamento público superar os 60 %. Aqueles cujo déficit for considerado excessivo terão que apresentar à comissão e ao conselho um programa de reformas estruturais capazes de sanar o déficit.
Fonte: Agência Brasil