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Crédito: Agência Brasil
Representantes do movimento de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) de todo o país se reuniram hoje (19), em Brasília, para a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia. A passeata contou com mais de 1,5 mil participantes. O objetivo do movimento é reivindicar a garantia de Estado laico (sem interferência religiosa nas decisões públicas), aprovação imediata do Projeto de Lei da Câmara (PLC 122/2006) que torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, e uma decisão favorável da Justiça sobre a união civil entre casais homoafetivos.
Para o coordenador-geral da marcha, Carlos Magno, o maior entrave para o avanço dos direitos dos homossexuais é o controle exercido pela Igreja em temas que deveriam ser exclusivos do Estado. "Os fundamentalistas religiosos têm interferido no Estado e impedem os avanços de qualquer direito relacionado aos homossexuais, precisamos mudar isso."
O professor Maurivam Monteiro veio de Pernambuco para participar da marcha. Ele acredita que esse tipo de manifestação abre a discussão sobre a necessidade de se respeitar as diferenças. "Estou aqui para lutar por uma visão social geral ao respeitar as diferenças. Repensar alguns valores e, principalmente, a questão do respeito ao outro", ressalta o educador.
Membro do movimento estudantil e diretor do movimento LGBT do PCdoB, Paulo Ricardo, afirma que o apoio de parlamentares à causa é fundamental para pressionar o Senado pela aprovação do projeto de Lei.
"Vamos fazer pressão dentro do Congresso. O apoio de parlamentares tem se somado à força do movimento, até para que o projeto seja levado adiante e, principalmente, para mostrar que temos o poder de reivindicar questões do nosso grupo," disse.
"A igualdade é uma das lutas da classe trabalhadora", diz Wadson Boaventura, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília. "É um absurdo, por exemplo, o assassinato de pessoas por sua orientação sexual que vem acontecendo". O Brasil é o campeão mundial de crimes contra lésbicas, gays, bissexuais e travestis, transexuais e transgêneros: um assassinato a cada dois dias, aproximadamente 200 crimes por ano, seguido do México com 35 homicídios e os Estados Unidos com 25.
Rosane Alaby, diretora do Sindicato e coordenadora da Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS), ressalta a importância do movimento ocupar as ruas: "O preconceito no Brasil está em todas as instâncias, e os bancários não escapam à essa discriminação. A marcha serve como instrumento de conscientização sobre esses problemas e a necessidade de combatê-los" diz.
Fonte: Agência Brasil e Seeb Brasília





