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Marcolino afirmou que ministério deve ser um "guardião" dos trabalhadores - Seeb SP

Marcolino afirmou que ministério deve ser um “guardião” dos trabalhadores

Ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo tomou posse tendo como desafios quadro reduzido de servidores e diálogo com todos os segmentos – O ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancário do Itaú, Luiz Claudio Marcolino, foi empossado como Superintendente Regional do Trabalho em São Paulo nesta quinta-feira (17). A solenidade de posse, que lotou dois auditórios, contou com a presença de diversas autoridades públicas e lideranças do movimento sindical. Entre elas o presidente da Contraf/CUT, Roberto Von der Osten; a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira; a presidenta da Fetec/CUT-SP, Aline Molina; o presidente da CUT, Vagner Freitas; e o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto.

“Existe de fato um quadro reduzido, mas sabemos também da competência dos servidores. Precisamos estabelecer um bom diálogo com os servidores, mas também com os trabalhadores, através das entidades sindicais, e com as entidades patronais”, afirmou Marcolino ao mencionar, no discurso de posse, desafios da sua gestão. 

“Quem conhece a minha trajetória, sabe que ela é marcada pelo diálogo com todos os segmentos. Aqui na superintendência não será diferente”, acrescentou o novo superintendente regional do Trabalho em São Paulo.

O presidente da Contraf/CUT, Roberto von der Osten, ressaltou a importância da posse de Marcolino para os trabalhadores. “Para o movimento sindical, em uma entidade como essa, que faz mediação e fiscaliza relações de trabalho, é fundamental que o ocupante do cargo de direção conheça principalmente o lado dos trabalhadores. Historicamente, nas superintendências do trabalho, encontramos pessoas indicadas pelas entidades patronais, o lado mais forte, que não precisa ser compreendido para que exista relação de igualdade”.

Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato do Sindicato dos Bancários de São Paulo, destacou a experiência de Marcolino no movimento sindical como fator fundamental para que tenha êxito no cargo: “ele conhece o mundo do trabalho. Possui experiência de negociação, na relação entre empregado e empregador. Possui todas as características para tocar bem a Superintendência Regional do Trabalho. É uma pessoa de diálogo que pode ajudar muito os trabalhadores. E, acima de tudo, é uma pessoa muito trabalhadora”.

Já a presidenta da Fetec/CUT, Aline Molina, falou sobre o comprometimento de Marcolino com os trabalhadores. “O Luiz Cláudio é um companheiro que possui entendimento da luta, da busca pelos direitos dos trabalhadores. É um companheiro muito comprometido”.   

“A superintendência é um instrumento que deve ser de equilíbrio na relação capital-trabalho, mas fundamentalmente de defesa dos interesses do trabalhador”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas. “Há muito trabalho escravo em São Paulo, e não precisa ir até o interior. Basta ver aqui perto”, acrescentou.  Ele disse esperar que a representação do ministério consiga investimentos e contratação de fiscais para uma atuação mais ampla.  Freitas disse que Marcolino conta com “absoluto apoio de todas as centrais sindicais” e propôs a formação de um conselho, com representantes de trabalhadores e empresários.

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, exaltou a importância do movimento sindical para a democracia e saudou a posse do novo superintendente. “A presença de toda a representação sindical aqui hoje expressa uma conquista do nosso país. A democracia que nós queremos, que nós defendemos, tem uma estrutura sindical forte. Uma forte representação política dos trabalhadores. Nossa presença aqui traduz o respeito e confiança que depositamos no Luiz Claudio”, disse o ministro.

Trajetória

Líder estudantil, líder comunitário, economista, funcionário do Itaú, deputado estadual. Luiz Cláudio Marcolino foi o primeiro bancário com origem em banco privado a presidir o Sindicato dos Bancários de São Paulo. Enfrentou o período neoliberal como dirigente e assumiu a entidade em 2004, em um cenário mais democrático e popular, porém, cheio de desafios, como grandes fusões no setor, terceirização e rotatividade.

Sua habilidade nas mesas de negociação rendeu-lhe, além da liderança entre os bancários, que o reelegeram para a presidência do Sindicato em 2008, o voto popular nas eleições de 2010 para deputado estadual. Também foi líder da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Antes de assumir a Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, Marcolino atuou como diretor técnico da Adesampa (Agência São Paulo de Desenvolvimento), da prefeitura da capital.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb SP e RBA

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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