Ministro dialoga sobre Copa do Mundo 2014 no Sindicato de Porto Alegre

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Crédito: Fetrafi-RS
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Gilberto Carvalho se reuniu com sindicalistas e movimentos sociais 

Os movimentos sociais do Rio Grande do Sul participaram de um debate com ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, sobre a Copa do Mundo 2014, na tarde de segunda-feira, dia 14, no auditório do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre. Políticos, líderes sociais e sindicais acompanharam o debate.

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, foi um dos coordenadores da atividade. Na abertura, ele defendeu a necessidade de encontros como este. “Eventos com a importância da Copa não acontecem sempre e temos que avaliar todos os problemas e benefícios. Por isso, sairemos daqui mais fortalecidos e desmistificaremos o que é mito”, afirmou.

Investimentos 

Ressaltando que atividades como essa são um marco para a democracia, o ministro Gilberto Carvalho divulgou os números que envolvem a Copa. Informou que, enquanto a União investiu R$ 8 bilhões nas obras dos estádios, aplicou R$ 825,3 bilhões em saúde e educação, desde 2010.

Para ele, além dos investimentos em aeroportos, turismo, segurança, mobilidade urbana e outros que permanecerão como legado aos brasileiros, há os benefícios intangíveis. “Teremos jornalistas de todo o mundo falando dos nossos estados, do nosso povo, o que isso irá significar para o turismo no Brasil fará toda a diferença para o país”, acredita.

Carvalho afirmou que a projeção de ganhos com o evento mundial gira em torno de R$ 30 bilhões. “Faremos uma forte campanha de divulgação para que as pessoas que queiram se manifestar o façam com base na verdade, em dados reais”, disse. Por fim, o ministro relatou que haverá uma força tarefa para combater o racismo durante os jogos da Copa e a exploração sexual durante o evento.

Depois, o secretário-geral do Governo do Estado e Coordenador do Gabinete Digital, Vinícius Wu, falou sobre os investimentos no Rio Grande do Sul, onde são esperados cerca de 207 mil turistas durante a Copa.

“Precisamos valorizar eventos assim, pois esse contato entre governo e movimento sociais seria impossível alguns anos atrás. Aqui no RS, já realizamos um debate desses e em maio será feito mais uma atividade para dar respostas para a sociedade”, contou.

Segundo Wu, o funcionamento das escolas e a atuação da Brigada Militar são assuntos que geram muitas dúvidas. “Estamos orientando a BM para que a cidadania seja sempre respeitada, independente das formas de manifestações que ocorram”, garantiu o secretário.

Representando o poder municipal, o engenheiro Rogério Baú, coordenador técnico da Secretaria de Gestão de Porto Alegre falou sobre as obras na capital. De acordo com ele, são R$ 808 milhões em investimentos nas obras, que independente da Copa eram necessárias para a cidade. “O objetivo é a transformação de Porto Alegre e qualificação para seus habitantes.”

Demandas dos movimentos sociais

Nas manifestações dos representantes dos movimentos sociais, a intensificação do capitalismo, com trabalhadores explorados, intervenções da Fifa e diversas violações de direitos humanos, no processo de realização da Copa no país, foi apontada como o pior legado. Diversas críticas foram feitas principalmente em relação à remoção das famílias de locais afetados pelas obras em Porto Alegre.

Entre as principais reivindicações das entidades estão o combate efetivo à exploração sexual e à mercantilização do corpo da mulher, fiscalização intensa nas obras, uma política de inclusão aos estádios, coibindo a chamada “elitização” do futebol.

Vários diretores da CUT estavam na plenária. Vilson Alba representou os agricultores familiares e defendeu a necessidade dos agricultores terem um espaço no centro de Porto Alegre para expor os seus produtos. “Somos nós que alimentamos o Brasil”, declarou. Já Mozarte Simões, da Assufrgs, questionou como será feita a segurança nas universidades federais durante a Copa.

Os líderes sociais também cobraram que os governos chamassem os movimentos para dialogar antes e não apenas quando todo o formato da Copa e de tudo que ela acarreta para o país já está definido.

O encontro foi organizado por representantes de organizações da sociedade civil, de entidades de classe e movimentos sociais.


Fonte: CUR-RS

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