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Crédito: Ramiro Furquim – Sul21

A negociação com as empresas de telecomunicação está sendo feita pela Telebrás e o ministério das Comunicações, mas, segundo o ministro, o foco é garantir o acesso à internet pelas famílias de baixa renda. "Queremos mostrar às empresas de telecomunicação que massificar o serviço cobrando menos, é ainda mais rentável do que cobrar caro a um número restrito de clientes", explica.
O ministro disse que os investimentos em fibra ótica serão fundamentais para criar um anel de 900 quilômetros para dar suporte de internet banda larga em todo o estado do Rio Grande do Sul. "O estado teria que atuar na infraestrutura e as prefeituras instalarem as redes", disse.
Sobre a utilização de pequenos provedores na instalação das redes, Paulo Bernardo não precisou se seriam utilizadas ou se caberia ao estado mapear os locais sem cobertura das empresas e ele próprio fazer a instalação. Mas salientou, "todos os lugares devem internet disponível".
Segundo o ministro, também está sendo planejada uma norma para a telefonia fixa, que terá uma taxa de R$ 13,50 ao público de baixa renda. Outro programa está sendo desenvolvido para a área rural – onde o acesso ainda é muito restrito. "Há uma deficiência na área rural que precisa ser revertida", confirmou.
Recado dos empresários
O presidente da Federasul, José Paulo Dornelles Cairoli, ao saudar o ministro, falou sobre a necessidade de retomar a agenda de reformas e colocá-las no centro das prioridades políticas. Segundo ele, as três reformas – trabalhista, tributária e da previdência – "são vitais para um novo salto de crescimento e de desenvolvimento em nosso País, gerando prosperidade, riqueza e empregos".
Ele salientou que a Federasul está com altas expectativas quanto ao potencial da presidenta Dilma Rousseff em tocar estas reformas, paradas na agenda política de governos brasileiros desde 1990.
Fonte: Rachel Duarte – Sul21