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No terceiro dia de greve, 8454 agências e 38 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas, nesta quinta-feira (8), em todo o Brasil. Este número representa 35,91% das agências bancárias do país e um crescimento de 13% da mobilização, na comparação com a terça-feira.

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No terceiro dia, a greve dos bancários na paraíba atingiu 88,41% de adesão, fortalecendo ainda mais a luta em busca de uma proposta decente dos bancos. “Desde o início, sabíamos da capacidade e disposição dos companheiros de nossa base, que sempre mostraram muita garra e disposição para o embate contra a mesquinhez dos banqueiros. Parabéns às bravas companheiras e aos bravos companheiros que não se acovardaram ante a intransigência patronal”, ressaltou Marcelo Alves, presidente  do Sindicato dos Bancários da Paraíba, por telefone, direto Contraf-CUT, em São Paulo – SP, onde aguarda a negociação com a Fenaban nesta sexta-feira, 9.

Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores Comando Nacional dos Bancários, lembrou que, desde as primeiras horas do dia, a Contraf-CUT acompanhou a organização da greve nas federações e sindicatos do Comando. “Logo as notícias começaram a chegar cheias de novidades boas. A adesão estava sendo maior, o feriado não tinha influenciado nossa mobilização, as dúvidas a respeito da proposta dos bancos, causada por um comunicado infeliz da Fenaban querendo enganar os trabalhadores, estavam sanadas e a indignação causada por este comunicado tinha resultado em mais gente na luta. Ao final do dia, pudemos constatar, pelo aumento expressivo da greve, que o movimento está no caminho certo.”

Na manhã desta sexta-feira (9), o Comando Nacional volta a se reunir com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), às 11h, em São Paulo. A reunião foi convocada pela bancada patronal após a forte mobilização no primeiro dia da greve.

O presidente da Contraf-CUT enalteceu a forte mobilização da ategoria que arrancou esta rodada de negociação. “Disto não temos dúvida. Esperamos agora que os bancos revejam sua proposta, tragam garantias de emprego, de saúde, de segurança para seus trabalhadores. Esperamos sinceramente que os bancos queiram rever o seu processo de estabelecimento de metas e a forma da cobrança destas metas – não dá mais para ter que adoecer em troca de salários. Esperamos que todos e todas tenhamos oportunidades iguais e não queremos ver as mulheres sendo discriminadas nos salários e nos cargos da carreira bancária. Não é pedir demais. Os bancos ganham muito. Tem lucros fabulosos. Milhares estão em greve e a sociedade espera que os banqueiros resolvam este conflito.”

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Desde a data da entrega da minuta de reivindicações dos bancários à Fenaban, no dia 9 de agosto, já ocorreram cinco rodadas de negociações e os banqueiros não apresentaram proposta decente aos trabalhadores. A proposta que a Fenaban apresentou no dia 29 de agosto foi de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A oferta não cobre, sequer, a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para os bancários.

Entre as reivindicações dos bancários estão: reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.

Fonte: Seeb-PB, com Contraf-CUT

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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