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A trama começou na quinta-feira passada, quando o candidato derrotado publicou uma nota nos jornais de Recife convocando os membros da chapa 1 para "tomar posse" do Sindicato no sábado. A data não poderia ser mais simbólica. Um ano atrás, neste mesmo dia, eles perdiam a eleição para a Chapa 3, que hoje compõe a diretoria do Sindicato.
Não bastasse a atitude antidemocrática, o candidato derrotado foi além. De forma golpista, orientou a antiga comissão eleitoral – diluída após o pleito, conforme manda o estatuto – a enviar aos bancos um ofício falso, imitando o papel timbrado do Sindicato, para comunicar a tal "posse".
Esta diretoria, eleita democraticamente com o voto dos bancários, está acionando a Justiça e o Ministério Público contra o candidato derrotado e os integrantes da sua chapa. O Sindicato também acionará os membros da extinta Comissão Eleitoral por ter enviado aos bancos ofícios com informações falsas.
Já recebemos também o apoio incondicional da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), além da solidariedade de sindicatos de bancários do Brasil inteiro.
Embora as medidas jurídicas e políticas estejam sendo tomadas, não poderíamos deixar de vir a público para informar o ocorrido aos bancários e lamentar o triste episódio. Triste porque o golpe foi infantil e ao mesmo tempo inútil. Até agora nos perguntamos como o ex-presidente pôde descer tão baixo e, junto com a extinta Comissão Eleitoral, utilizar um suposto papel timbrado do Sindicato.
Infelizmente, o candidato derrotado mostra que, após três mandatos, não sabe perder uma eleição e aceitar democraticamente a decisão dos bancários, que disseram um sonoro "sim" pela renovação do Sindicato na eleição passada.
Ele, inclusive, ingressou com uma ação na Justiça após ser derrotado nos votos e perdeu novamente. Inconformado, agora tenta passar por cima da vontade dos bancários e da decisão da Justiça para satisfazer sua sede pelo poder.
Com isso, perdeu o resto de respeito que esta diretoria ainda poderia ter por ele e, certamente, também perderá o respeito dos bancários. Triste fim de uma história que poderia deixar marcas positivas para a luta dos trabalhadores.
Diretoria do Sindicato dos Bancários de Pernambuco
Fonte: Seec Pernambuco