O Itaú Unibanco confirmou ontem o encerramento das atividades próprias da financeira Taií, que terá suas 135 lojas fechadas até o final de maio. A medida, que havia sido antecipada pelo Valor em fevereiro, é resultante da fusão entre os dois bancos, anunciada no ano passado. Em nota, a assessoria de imprensa diz que a instituição tentará aproveitar a maioria dos cerca de 1 mil funcionários da Taií.

Ainda de acordo com a assessoria, as operações da financeira que funcionam em parceria com os varejistas Pão de Açúcar e Lojas Americanas serão mantidas. Além disso, os clientes que tenham cartões ativos da financeira poderão continuar usando o limite de crédito disponível e a fazer consultas nos caixas eletrônicos e agências do Itaú.

"Conforme já anunciado, o Itaú está reorganizando seu negócio de crédito ao consumo, com a descontinuidade do atendimento em suas 135 lojas próprias Taií até o final de maio. O foco passa ser nas operações da Financeira Itaú CDB (FIC) e da Financeira Americanas Itaú (FAI)", diz a nota.

Roberto Setubal, presidente executivo do Itaú Unibanco, já havia afirmado, em fevereiro, na divulgação do balanço, que a Taií deveria ser incorporada à Fininvest, do Unibanco.

Depois da fusão, o Itaú Unibanco se tornou o maior conglomerado financeiro do país e um dos 20 maiores do mundo. Algumas semanas após o anúncio do negócio, foi criado o comitê de integração, auxiliado por 18 subcomitês que cobriram todas as áreas dos bancos. A integração avançou mais rapidamente nas áreas menos complexas tecnologicamente. Desde 29 de janeiro, a rede de caixas eletrônicos dos dois bancos foi integrada, permitindo seu uso por clientes dos dois bancos. As primeiras áreas cujo comando foi definido foram as do banco de investimento, o Itaú BBA, e da corretora de valores, a ele subordinada.

Fonte: Valor Econômico /

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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