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Apesar dos cortes anteriores da Selic, os bancos continuam com juros e spreads entre os mais altos do mundo, travando e impedindo que a redução chegue de fato na ponta para as pessoas físicas e jurídicas.
Estudo divulgado nesta quarta pelo IBGE indica que o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo, apesar da diminuiçao da pobreza nos últimos 30 anos. "Os bancos, ao manterem os juros elevados, acabam retirando recursos de investimento em políticas públicas, essenciais para transformar crescimento econômico em desenvolvimento com distribuição de renda, como exige a sociedade brasileira", critica Cordeiro.
"Os bancos, como concessões públicas, precisam assumir o papel de contribuir com o desenvolvimento econômico e social do país. E não há dúvidas de que juros mais baixos são fundamentais para ampliar o crédito, incentivar a produção e o consumo, gerar mais empregos, distribuir renda, combater a miséria e garantir inclusão social", salienta o dirigente da Contraf-CUT.
"Além disso, está na hora de o Banco Central definir, além das metas de inflação, metas sociais, como o aumento do emprego e da renda dos trabalhadores e a redução das desigualdades sociais do país", aponta Cordeiro.
Os seis maiores bancos no país (BB, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) apresentaram lucro líquido somado de R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre de 2012 e provisionaram R$ 39,15 bilhões para os devedores com atraso superior a 90 dias. O aumento desse provisionamento variou de 22,2% (Caixa) a 63,43% no HSBC, para um crescimento da inadimplência no período de apenas 0,7 ponto percentual, segundo dados do BC.
"O spread estratosférico tem sido responsável por boa parte dos lucros dos bancos, que estão sendo maquiados e escondidos nos balanços por intermédio do truque do superdimensionamento das provisões para devedores duvidosos", ressalta o presidente da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT