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Ricardo Maia é integrante do movimento ambientalista de Salvador e também participou dos três dias de encontro. Para ele, o fórum serve como oportunidade para tratar de temas que levam a melhorias sociais. "É importante que as pessoas participem, se informem sobre o que aconteceu e sobre o que vai acontecer nos próximos fóruns para que não fiquemos alienados e sem compromisso com as questões que nos afetam", afirmou.
Na área ambiental, os destaques, segundo ele, foram as mesas que trataram das mudanças climáticas, do encontro em Copenhague e do atual momento, definido pelo próprio ambientalista como o "de remediar os danos e de visualizar que um outro mundo é possível".
Antônio Lourenço de Andrade também integrou o movimento ambientalista presente no fórum e, como muitos outros, teve dificuldade para acompanhar as mesas. "Tivemos poucas chances de falar o que pensamos porque as discussões ficaram muito dispersas, em locais diferentes. Ficou meio fragmentado, não deu para ter uma ideia geral", disse. O resultado: voltou para casa com um projeto na área em que trabalha ainda sem conclusão, já que não pôde acompanhar tudo o que queria.
Merongue Tapurumã é pataxó da aldeia Caramuru, na Bahia, e participou do Fórum Social Mundial pela primeira vez. Segundo ele, tudo o que foi absorvido das mesas de debate vai ser levado para a aldeia e repassado aos colegas mais jovens.
"No fórum, a gente conhece pessoas de culturas diferentes e mostra quem somos nós, povos indígenas. É a primeira vez mas voltaria a participar em 2013, com certeza", disse, ao se referir à candidatura da capital baiana para sediar o evento.
Fonte: Paula Laboissière – Agência Brasil