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"Não podemos aceitar que uma instituição pública desrespeite a história daqueles que lutaram para acabar com a ditadura, que tanto prejudicava a população e o país. Na verdade, eles precisam ser aplaudidos, senão até hoje viveríamos com medo, sem poder falar, reivindicar e fazer luta", defendeu Juvândia Moreira, presidenta do Sindicato, na manifestação.
A dirigente ressaltou que é inadmissível trabalhadores e militantes que lutaram pelo direito de se expressar terem sido perseguidos. "Não podem ser criminalizados por isso", destaca.
"A direção do banco, ao permitir que uma apostila para formação de funcionários contenha essas informações, demonstra a concepção autoritária do tipo de gestão que quer implantar", contestou Raquel Kacelnikas, secretária-geral do Sindicato, durante o ato.
Repúdio
O Sindicato enviou uma carta à presidenta da República, Dilma Rousseff, e ao secretário-geral da República, Gilberto Carvalho, com cópia para a direção do banco, pedindo a retirada dos termos publicados na apostila.
> Leia a íntegra da carta enviada à presidenta
Ernesto Izumi, diretor executivo do Sindicato e funcionário do BB, explicou que o banco entrou em contato com o Sindicato e informou a retirada do texto. Porém, ele alerta para o fato de que muitos funcionários que já realizaram o curso tiveram a formação distorcida. "Mesmo que a direção do banco já tenha tirado a apostila do ar, mantivemos a manifestação para garantir o direito à democracia e denunciar que práticas como essa não podem acontecer."
"Não basta retirar, é preciso refazer o debate com os trabalhadores. Essa não pode ser uma orientação do banco e a direção precisa se manifestar de forma diferente", completou Raquel.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo