Embora o número de homicídios tenha caído no Estado do Rio de Janeiro em 10,1% no ano passado, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, a prática criminosa chamada "saidinha de banco" cresceu 15,5% em 2011. Foram registrados 1.988 casos contra 1.721 do ano anterior. Isso significa uma média assustadora de 5,44 casos por dia.

"Esta forma de assalto a clientes que retiram dinheiro nos caixas ou terminais eletrônicos das agências é de responsabilidade dos bancos e do poder público. Os banqueiros só se preocupam em proteger seu patrimônio e não garantem a segurança dos clientes e funcionários", critica o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio, André Spiga.

O sindicalista defende o projeto de lei que prevê a instalação de biombos entre a fila de espera e os caixas, bem como as divisórias opacas e individualizadas entre os caixas, incluindo os eletrônicos. "Esse projeto, elaborado pela Contraf-CUT e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), garantirá mais privacidade e proteção, pois ninguém poderá ver a retirada de dinheiro pelos clientes nos guichês", destaca Spiga.

Ele criticou a Lei 5.939 /2011, de autoria do deputado estadual Domingos Brazão (PMDB), que proíbe o uso de celulares nas agências. "O crescimento das saidinhas prova que esta lei não resolveu e ainda agravou o problema", conclui.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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