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"É por situações como essa que o Sindicato é contra o bancário ser responsável pelas chaves do cofre. Esses trabalhadores acabam se tornando alvo de sequestros e correm um risco de vida maior ainda", diz o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Roberto de Almeida, que esteve na agência no final da manhã para garantir que o banco cumprisse as medidas estabelecidas em acordo coletivo e orientou os bancários a exigir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).
Pelo acordo, o banco tem de emitir boletim de ocorrência e prestar assistência médica e psicológica aos bancários logo após o assalto. "Uma psicóloga do Santander esteve na agência e conversou com os trabalhadores, mas vamos continuar acompanhando o caso. Se algum bancário tiver problemas psicológicos após o trauma ele tem de ter assistência profissional e deve procurar o Sindicato caso não tenha esse direito garantido", avisa João Roberto.
O dirigente lembra ainda que o acordo coletivo prevê que o banco realoque o empregado vítima de sequestro para outra agência caso seja o desejo dele. "Não conseguimos falar com o bancário que foi sequestrado porque ele passou a manhã prestando depoimento na polícia, mas ele tem direito de ser remanejado e vamos garantir que isso seja respeitado."
Fonte: Andréa Ponte Souza – Seeb São Paulo