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Stiglitz, um dos mais severos críticos do modelo econômico neoliberal, relata em seu livro que a crise asiática que ocorreu entre 1997 e 1998 foi um aquecimento para os eventos que ocorreram nos últimos dois anos.
Segundo ele, os problemas com a falta de regulação em países como a Tailândia e a Indonésia, os quais ele define como a periferia da economia global, evoluíram rumo ao núcleo da economia mundial até eclodir com o sistema financeiro dos Estados Unidos, que precisou ser socorrido com a ajuda bilionária dos recursos do contribuinte americano.
Ferrenho crítico dos métodos utilizados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que, segundo Stiglitz, tratou das crises nos países onde interveio com políticas recessivas e não de desenvolvimento, o economista aproveita para alfinetar alguns antigos desafetos em seu livro como Larry Summers, um dos principais conselheiros econômicos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Stiglitz afirma que Summers foi muito condescendente com as demandas das grandes instituições financeiras de Wall Street na crise da Ásia, nos anos 90, durante a sua gestão como secretário do Tesouro nos oito anos do governo do ex-presidente dos EUA Bill Clinton e está cometendo os mesmos erros agora. Summer foi um dos responsáveis pela demissão de Stiglitz do posto de economista-chefe do Banco Mundial nos anos 90.
Em suma, Stiglitz defende em seu novo livro que o perído de hegemonia americana na área econômica durou apenas 19 anos: desde a queda do muro de Berlim , em 1989, até o colapso financeiro do banco Lehman Brothers em 2008.
Segundo ele, os reponsáveis pela formulação das políticas econômicas nos Estados Unidos precisam aprender as lições com a experiência vivida na atual crise e adotar mecanismos mais eficazes de regulação. Se os avisos forem ignorados, como nos anos 90, no futuro a dinâmica das economias no mundo será marcada pelas crises sistêmicas, alerta o economista.
Resta saber se dessa vez seus antigos desafetos estão melhor preparados para aceitar suas críticas e sugestões.
Fonte: IG / Ilton Caldeira