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Vaccarezza garantiu que até o dia 4 o governo trará os ministros da Previdência Social e da área econômica à Câmara e ao Senado para discutir os números envolvidos nos aumentos propostos.
Valor possível
Segundo o relator, o aumento de 7% foi encontrado depois de discussões com os ministérios da Previdência Social e da Fazenda e é um "valor possível de ser assimilado por meio de suplementação orçamentária".
Para o líder governista, "nenhum aposentado do mundo teve esse aumento". Ele criticou o uso do ano eleitoral para defender índices que podem comprometer mais o orçamento da Previdência. "Não fomos procurar esse índice para aproveitar o período eleitoral", afirmou.
Critério para 2011
Em relação à norma de reajuste para 2011, Vaccarezza disse que a regra existente na MP (inflação mais 50% da variação do PIB) se tornou inócua devido ao PIB de menos 0,2% apurado para 2009.
Por isso, ele tirou essa regra do texto e garantiu que o aumento real para o próximo ano será tratado em conjunto com o projeto de Orçamento para 2011.
Sem consenso
Na tarde desta quarta-feira, Vaccarezza e os líderes da base aliada na Câmara e no Senado tentaram fechar um acordo em torno do índice de 7%, mas não foi possível.
O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), disse em plenário que o seu partido não votará a matéria na Câmara até que a bancada do Senado feche questão com os deputados em torno de um índice comum. Alves defendeu uma votação de consenso dentro do partido. "Não faremos mais o papel de votar e depois mudar uma decisão do Senado, o que constrangeria a Câmara", afirmou.
Fonte: Rodolfo Stuckert – Agência Câmara