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O Ipea observou no entanto que o comportamento da taxa de desemprego contrasta com a evolução dos indicadores de produção, que aponta claramente para uma perda de dinamismo da economia, sobretudo no setor industrial.
"Por outro lado, a julgar pela evolução recente da massa salarial é possível que o mercado interno colabore para a manutenção do bom desempenho do mercado de trabalho", disse o órgão.
De acordo com o Ipea, o dado negativo do mercado de trabalho no país ficou por conta da geração de novos postos de trabalho, "já que foram gerados 550 mil postos a menos no acumulado entre janeiro e setembro de 2012, em comparação com o mesmo período em 2011, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados)".
PÚBLICO X PRIVADO
No mesmo estudo, o Ipea analisou também a contribuição dos rendimentos do funcionalismo público na desigualdade da distribuição de renda no Brasil, utilizando a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) para os anos de 1995 a 2011.
"Tal como ocorre em outros países, no Brasil os empregados do setor público tendem a receber rendimentos superiores aos dos empregados do setor privado", afirmou.
De acordo com o estudo, essa diferença está relacionada a dois fatores. O primeiro é um efeito-composição, que ocorre porque a força de trabalho do setor público é composta por trabalhadores de maior nível educacional. O segundo é um efeito-segmentação, cuja implicação para a determinação dos preços do trabalho se manifesta na existência de um diferencial salarial, na média favorável aos trabalhadores públicos, mesmo quando comparados a trabalhadores privados com características similares às suas, informou.
Segundo o Ipea, enquanto a distribuição observada dos rendimentos dos trabalhadores formais do setor privado contribuiria com algo em torno de 37% da desigualdade da renda do trabalho, os rendimentos dos empregados do setor público, já descontado o diferencial estimado, contribuiria com 14%.
Fonte: Folha.com