Safra oferece compensar clientes por investimentos com Madoff, diz ‘FT’

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Os clientes do Grupo Safra receberam uma oferta de compensação pelo dinheiro que perderam no suposto esquema da Bernard Madoff Investment Securities.

O Grupo Safra, que inclui um dos maiores bancos do Brasil e substanciais operações bancárias nos EUA e na Europa, negou que comercializasse quaisquer dos fundos de Madoff e diz que só aplicava em fundos que investiam com a Bernard Madoff quando solicitado por clientes internacionais.

Entretanto, investidores e seus advogados disseram ao "Financial Times" que representantes do Safra nos EUA e na Europa comercializavam ativamente o fundo conhecido como Zeus Partners Limited, para clientes no Brasil e em outros países da América Latina.

O fundo Zeus é uma companhia sediada nas Ilhas Virgens Britânicas e controlada pela SIAM Capital Management, de Bermuda. Seu custodiante é o Banque Jacob Safra (Gibraltar) Limited, do Grupo Safra.

Pessoas que conhecem a situação disseram que representantes americanos e europeus do Safra estão na América Latina há pelo menos três semanas, fazendo ofertas aos investidores do Zeus: o valor do investimento inicial em títulos perpétuos que pagam juros de 2% ao ano, o que corresponde a 30% do valor inicial.

Um advogado que representa alguns dos investidores do Zeus disse que "eles não estão felizes, para dizer o mínimo".

A oferta do Safra parece semelhante a feita pelo Santander da Espanha aos seus clientes que tinham investimentos nos fundos de Madoff. Mas os investidores do Zeus dizem que a oferta do Safra não está sendo feita por escrito, e os detalhes exatos são difíceis de avaliar.

Os bancos e os executivos de investimento de todo o mundo estão sofrendo pressão para que indenizem seus clientes que perderam dinheiro em função do caso. O Banco Nacional do Kuait restituiu US$ 50 milhões a investidores, e o Celfin Capital, banco chileno médio, está devolvendo cerca de US$ 11 milhões a aproximadamente 100 clientes, o valor total dos investimentos iniciais.

Fonte: Financial Times / Johathan Wheatley

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