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"Em escala mundial, os salários aumentaram a um ritmo muito mais fraco que antes da crise, e inclusive retrocederam nos países desenvolvidos", indica a OIT neste relatório, publicado a cada dois anos.
Globalmente, incluindo todos os países, os salários mensais aumentaram 1,2% em 2011, em comparação com a subida de 2,2% em 2010 e de 3% em 2007.
Para Guy Ryder, diretor-geral da OIT, "este relatório mostra claramente que em vários países a crise teve um impacto muito claro nos salários e, consequentemente, nos empregados".
O diretor-geral da OIT também destacou que "os funcionários recebem uma parte menor do bolo", já que a parte dos salários na receita nacional diminuiu.
Esta situação cria um "descontentamento popular e aumenta o risco de desordens sociais", acrescenta a OIT, que também denuncia "as remunerações exorbitantes recebidas por alguns diretores de empresas".
Em 15 países desenvolvidos, a quota do trabalho na receita nacional passou de 75% nos anos 1970 para 65% nos anos recentes.
Por fim, a OIT lança um chamado neste relatório para que sejam fixados salários mínimos, uma medida indispensável para acabar com a pobreza no trabalho.
"Os salários mínimos contribuem para proteger os salários menos remunerados e para prevenir uma queda de seu poder aquisitivo", declarou Guy Ryder.
Segundo este relatório, "centenas de milhões de empregados nos países em desenvolvimento ganham menos de US$ 2 por dia".
Nos Estados Unidos, os trabalhadores pobres representam 7% da população assalariada, e na Europa 8%.
Fonte: Folha.com / AFP