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Também em lágrimas, uma das organizadoras do seminário, a diretora da CNTV, Sebastiana de Oliveira Santana, lembrou que o encontro era uma grande oportunidade para as mulheres debaterem seus problemas e colherem opiniões. "Estamos plantando uma semente, para que cada uma de nós aqui presente leve à base e multiplique", disse.
O presidente da Confederação, José Boaventura, lembrou que, apesar de serem poucos os estados representados no encontro – apenas Distrito Federal, Paraná, Bahia e Minas Gerais enviaram representantes – estava aberto um espaço essencial para a mulher vigilante. "Tenho a certeza de que quem está aqui hoje assume a responsabilidade de trazer essa discussão para os
vigilantes brasileiras", declarou.
Para Boaventura, se a questão da diversidade não for tratada pelo movimento sindical dos vigilantes, "estaremos vendo a categoria com olhar míope". O presidente da CNTV avalia que a inserção das mulheres em condições de igualdade nos postos de serviço pode mesmo começar pelos bancos.
A deputada federal Erika Kokay, do PT do Distrito Federal, ressaltou a importância de momentos como o seminário para que a mulher saia "de sua posição de invisibilidade". Ela lembrou um projeto que apresentou à Câmara Distrital que fixa cotas para as mulheres vigilantes em postos de serviço. Pela proposta, 30% das vagas seriam reservadas às mulheres. "Esse projeto nunca foi votado", lamentou.
ALGUMAS PROPOSTAS DO SEMINÁRIO
– Incluir cotas de participação de mulheres em postos de vigilância em
todas as Convenções Coletivas de Trabalho;
– estabelecer cota mínima para mulheres nos eventos esportivos previstos para o Brasil – Copa do Mundo e Olimpíadas;
– incluir na negociação global com empresas multinacionais como a Prosegur a cobrança de fim da discriminação contra mulheres em alguns postos de trabalho, como os carros-forte;
– garantia de acompanhamento psicológico constante a trabalhadores e
trabalhadoras;
– realização freqüente de seminários de mulheres vigilantes – não só nacionais mas também nos estados.
Fonte: CNTV