Outra denúncia recorrente é a falta de educação das chefias nas chamadas "teleconferências", que duram em média uma hora e meia sem limites para cobrança das metas.
Segundo um funcionário do banco, o Superintendente não respeita os limites e se concentra apenas em cobrar abusivamente. "Depois da teleconferência minha vontade é de sumir do mundo", relata um deprimido funcionário do Mercantil.
A direção da empresa, após ouvir as denúncias do Sindicato se comprometeu a tomar com urgência as providências necessárias para coibir as práticas de assédio moral no ambiente de trabalho e advertir os responsáveis pelo mesmo.
O Sindicato orienta aos trabalhadores a denunciarem sempre que se sentirem perseguidos ou constrangidos por superiores que se consideram acima da lei e da ética.
Para o funcionário do banco e diretor do Sindicato Vanderci Antônio, é totalmente inapropriado a postura de um funcionário de cargo superior que se aproveita da fragilidade de seus subordinados para subjugar, de forma desleal e desumana, criando um ambiente insuportável àqueles que sofrem o assédio moral. "A fiscalização não para por aqui, ainda temos um longo caminho para aniquilar de vez essa degradante prática que é o assédio moral. Não vamos descansar até que o último assediador seja punido pelo seus atos", afirma.
Já o funcionário do banco e diretor do Sindicato, Marco Aurélio, ressalta que o trabalhador tem um papel fundamental nesse processo, pois somente através da denúncia conseguiremos acabar com o assédio moral e consequentemente com o assediador, criando mecanismos para defesa dos trabalhadores afetados por esta triste realidade dentro dos bancos . O bancário deve sempre contar com o Sindicato, pois é nosso dever defender os interesses da categoria", destaca.
Fonte: Seeb BH