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Crédito: Seeb São Paulo

"Queremos mostrar para a sociedade que, por trás das propagandas milionárias do Itaú, principalmente com o patrocínio da Copa, está um banco que realiza demissões em massa e que prejudica o atendimento aos clientes", diz o diretor executivo do Sindicato e funcionário do banco, Carlos Damarindo, o Carlão, acrescentando que também será veiculado texto sobre o assunto em jornal de grande circulação e afixados outdoors nas regiões próximas à capital, ainda no mês de maio.
Contramão
No spot de rádio, o Sindicato critica a posição do banco que está "na contramão do crescimento do país", pois, "ao invés de gerar empregos, reduzir juros e fomentar o crédito, promove milhares de demissões". Na peça, a entidade ainda denuncia a manobra do banco em esconder parte de seu lucro em provisões para a inadimplência, hoje em apenas 5%. Uma estratégia que "camufla bilhões que poderiam ser alocados na melhoria do atendimento e das condições de trabalho".
De fato, no balanço do Itaú sobre os primeiros três meses do ano, a provisão para a inadimplência cresceu 37,7% em relação ao primeiro trimestre de 2011. A reserva não se justifica diante do percentual da inadimplência e entra como despesa na composição do lucro, que ainda assim atingiu R$ 3,4 bilhões de janeiro a março de 2012.
"Com um resultado exorbitante como esse, o Itaú deveria contratar e não promover dispensas", salienta. Além disso, ressalta Carlão, a instituição usa a terceirização como outro artifício para diminuir os custos com pessoal. "O banco tem terceirizado cada vez mais, principalmente áreas como microfilmagem, crédito imobiliário, câmbio, TI e processamento e serviços."
Pedágio
A campanha de denúncia à sociedade já teve manifestação e paralisação de locais de trabalho e contará ainda com "pedágios" nos semáforos da região da paulista, na quinta-feira 17. Bancários estarão com faixas contra as demissões.
Além disso, a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, já anunciou que denunciará o problema ao Ministério do Trabalho e Emprego. "Demissões e substituições de trabalhadores mais antigos e experientes não se justificam", conclui.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo