|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Em um dia intenso de negociações, representantes dos trabalhadores do Itaú realizaram duas reuniões estratégicas com o banco nesta terça-feira(12/08), abordando desde fechamento de agências até falhas no sistema de saúde ocupacional. As pautas,unificadas pela Contraf-CUT, pressionaram por respostas concretas sobre demissões, segurança e atendimento médico.
Na reunião pela manhã,o Comitê de Organização de Empresa (COE) do Itaú exigiu explicações sobre os recentes fechamentos de agências e o plano de realocação de funcionários. Os sindcalistas cobraram o fim imediato das demissões e dos fechamentos de unidades, além de melhorias urgentes nas condições de segurança nas agências. Outro ponto foi o novo modelo de remuneração variável da plataforma Smart Pro.
O Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú dedicou a reunião da tarde às falhas no sistema médico do banco.
As principais cobranças incluíram a melhoria no atendimento das clínicas médicas, a transparência no acesso aos prontuários, a falta de sigilo no canal de denúncias “Ombudsman” e revisão do processo de emissão do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO).
Carlos Hugo, titular da COE FETRAFI-NE, afirma que pressão surte efeito. *“As reuniões foram bastante produtivas. Pela manhã, cobramos o fim das demissões, dos fechamentos de agências, melhores condições de trabalho e segurança. À tarde, pressionamos por soluções na saúde, incluindo o problema grave do canal Ombudsman. O banco reconheceu as falhas e se comprometeu a melhorar o fluxo de apuração dos problemas denunciados. É um avanço, mas seguiremos vigilantes.”*
Diante das cobranças, o Itaú assumiu publicamente o compromisso de revisar o modelo de fechamento de agências e realocação de funcionários, de criar um planode ação para a segurança nas unidades, de restruturar o canal “Ombudsman” para garantir sigilo às denúncias e de agilizar o acesso aos prontuários médicos e melhorar a qualidade das clínicas.
A Contraf-CUT monitorará as medidas e convocará novas reuniões em 30 dias para avaliar a implementação das promessas. A pressão sindical segue como principal ferramenta para defender emprego, saúde e dignidade de bancárias e bancários.





