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A expectativa dos consumidores é que o Supremo altere a decisão do STJ, que derrubou 99% das ações coletivas na Justiça. O STJ reduziu de 20 para cinco anos o prazo para ingresso com as ações coletivas que pedem a restituição dos valores no Judiciário.
A decisão do ministro Toffoli, que suspende todos os recursos em andamento no Poder Judiciário, foi dada em liminares pleiteadas em dois recursos extraordinários, que têm como parte o Banco do Brasil e o Banco Itaú. Ainda não há previsão de data para o julgamento do Supremo, que deve analisar os recursos em conjunto com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif).
O ministro Dias Toffoli admitiu como "amicus curiae" – parte interessada – nos recursos dos bancos a Consif, a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Para o advogado Rodrigo Guedes, do escritório Guedes Advogados Associados, que acompanha milhares de ações sobre o tema em defesa dos consumidores, apesar da expectativa em torno do novo julgamento, a pressão dos bancos em um caso de grande impacto econômico é muito forte no Judiciário. "Infelizmente o STF deve manter ou piorar a situação dos consumidores", diz Guedes.
Fonte: Valor Econômico / Luiza de Carvalho