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A Tivit, empresa de serviços de tecnologia da informação que tem o Grupo Votorantim como principal acionista, anuncia oferta pública de 38.304.446 ações ordinárias, representativas de 43,04% do capital social da companhia. A quantidade poderá ser acrescida de lote suplementar de até 15% das ações inicialmente ofertadas.
A oferta é secundária – ou seja, serão vendidos os papéis dos atuais acionistas, entre os quais estão a Votorantim Participações, o fundo de private equity da gestora Pátria Investimentos e Luiz Mattar, atual presidente da companhia.
O preço de venda da ação será divulgado após os pedidos de reserva, entre os dias 16 e 23 de setembro, e da coleta de intenções de investimento (bookbulding), mas a faixa estimada é de R$ 16,50 a R$ 20,50. As ações serão negociadas no Novo Mercado da BM&FBovespa a partir de 28 de setembro sob o código "TVIT3".
Os acionistas vendedores poderão desistir de concluir a oferta caso o preço fique inferior ao valor mínimo da faixa de preço, segundo a Tivit.
Com a operação, a Tivit pode levantar cerca de R$ 708,6 milhões, com base no ponto médio da faixa de preço, de R$ 18,50, sem considerar o lote suplementar nem despesas ou comissões. A empresa inicia o roadshow e o procedimento de bookbuilding hoje, encerrando-o no dia 24. Será a terceira tentativa de abertura de capital da empresa, que interrompeu o processo nas vezes anteriores por conta das restrições do mercado em consequência da crise econômica internacional.
Haverá oferta de varejo no Brasil, com pedidos de reserva de no mínimo R$ 3 mil e no máximo R$ 300 mil. Na eventualidade de haver rateio, caso a quantidade de pedidos por investidores não institucionais seja superior à quantidade ofertada, será aplicado critério de forma diferenciada para os classificados "com prioridade de alocação" e "sem prioridade de alocação".
Haverá esforço de colocação no exterior pelos bancos coordenadores da oferta, mas sem registro na Securities & Exchange Commission (SEC). O coordenador líder é o Credit Suisse, e participam da oferta também o Morgan Stanley e o Bradesco BBI.
Segundo a Tivit, o lock up – ou a vedação à negociação das ações – será de 180 dias a partir do dia 25, data da publicação do início da oferta pública. No aviso ao mercado da oferta, publicado hoje, consta que quando assinarem o acordo de acionistas, para os vendedores haverá um período adicional de restrições de venda de ações até 31 de julho de 2011, com liberação gradativa.
A exceção é para dois acionistas, Flávio Benjamim Giovine Monnerat Araújo e Paulo Gustavo Braz da Silva Xavier, "que têm restrições específicas nos termos de outro acordo de acionistas celebrado entre eles e os demais acionistas vendedores".
Além dos seis meses subsequentes à publicação do anúncio de início da oferta, a companhia não poderá, por mais seis meses, vender ou ofertar mais do que 40% das ações depois da efetivação da oferta.
A Tivit registrou lucro líquido de R$ 21,73 milhões no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 147% em relação ao mesmo período de 2008. Na mesma base de comparação, a receita líquida cresceu 7,9%, para R$ 452,2 milhões. O Ebitda foi de R$ 78,3 milhões nos seis primeiros meses deste ano, alta de 6,25%.
Fonte: Agência Estado / Luana Pavani