Getting your Trinity Audio player ready...
|
Funcionários em frente ao TST durante audiência de conciliação
Entre as bases que rejeitaram a proposta estão: Acre; Amazonas; Bahia; Distrito Federal Espírito Santo; Goiás; Mato Grosso do Sul; Mato Grosso; Minas Gerais; Paraíba; Paraná; Rio de Janeiro; São Paulo e Sergipe.
Antes da decisão, a entidade havia alertado para a jurisprudência desfavorável aos funcionários em relação ao corte no ponto de grevistas, o que pode representar riscos, caso o dissídio coletivo seja julgado pelo tribunal.
A proposta costurada entre representantes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e o comando de greve previa 6,87% de reajuste retroativos à data-base da categoria (1º de agosto), mais R$ 80 de forma linear, que permitiriam ganhos reais (acima da inflação) a partir de outubro.
Em relação aos seis dias descontados, haveria devolução dos valores pela empresa e abatimento em 12 parcelas a partir de janeiro de 2012. Os demais dias seriam compensados em mutirões e horas extras.
Confirmada a negativa nas assembleias, a Fentect irá notificar os Correios e o TST sobre a decisão. Um relator para o processo de dissídio coletivo será desginado pela Justiça do Trabalho, provavelmente na próxima segunda-feira (10).
A insatisfação dos funcionários relaciona-se à "inércia" na proposta sobre o aumento linear, de R$ 80, a ser pago somente em outubro, além do sistema de compensação dos dias parados. Entre as reivindicações da categoria, estão ainda reajuste salarial linear de R$ 200, reposição da inflação em 7,16% e piso salarial de R$ 1.635.
Os Correios empregam cerca de 110 mil trabalhadores.
Fonte: Rede Brasil Atual