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Um dos temas polêmicos da pauta é se permanece a responsabilidade subsidiária das entidades públicas em casos de terceirização. Atualmente, o TST entende que o Poder Público deve arcar com dívidas trabalhistas de empresas subcontratadas inadimplentes – conforme a Súmula nº 331.
Recentemente, porém, o Supremo Tribunal Federal (STF) adotou posição diferente. Entidades empresariais esperam que o TST também discuta aspectos sensíveis para o setor, como a terceirização de atividades-fim de concessionárias públicas, principalmente empresas de telefonia e energia elétrica. O assunto é discutido atualmente em milhares de processos no Judiciário.
Embora o TST proíba a terceirização de atividades-fim, duas liminares recentes do STF suspenderam decisões da Justiça Trabalhista nesse sentido, beneficiando a distribuidora de energia EletroAcre e a Vivo. "Não descarto a possibilidade de rever essa questão, embora não faça parte dos temas prioritários", disse Dalazen.
A revisão da jurisprudência é aguardada com expectativa por advogados, entidades empresariais e de trabalhadores que ao longo da semana enviaram sugestões ao TST sobre temas a serem revistos. Na terça-feira, o ministro recebeu representantes de centrais sindicais que pediram a ampliação do número de dirigentes sindicais com direito a estabilidade.
Fonte: Valor Econômico / Maíra Magro