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Na manhã desta terça-feira (17), o Sindicato dos Bancários da Paraíba realizou mais uma importante mobilização em defesa do Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados da ativa e aposentados do banco. A atividade fez parte do calendário nacional de lutas, coordenado por entidades sindicais em todo o país.
Em João Pessoa, o ato teve como destaque a leitura pública da Carta Aberta “Quem cuida do Brasil merece ser cuidado” na agência da Caixa no Centro da capital paraibana, às 10h. A ação teve como objetivo alertar os colegas e a sociedade sobre os riscos ao modelo atual do Saúde Caixa, além de denunciar o aumento das mensalidades e os impactos da mudança para um modelo por faixa etária.
“Cuidar de quem sempre cuidou do Brasil não é um favor – é uma obrigação. Reivindicamos reajuste zero e melhorias no plano de saúde. A direção da Caixa precisa fazer sua parte”, destaca a carta.
O presidente do Sindicato, Lindonjhonson Almeida, ressaltou a importância de que os bancários e bancárias acompanhem o movimento. “Nossa luta é para que tenhamos um Saúde Caixa melhor para todos os funcionários”, disse.
Entre as reivindicações, estão: reajuste zero no Saúde Caixa; melhoria na rede credenciada; direito ao plano pós-aposentadoria para todos; e descentralização do atendimento aos participantes e prestadores de serviços.
Já a secretária geral do órgão, Silvana Ramalho, falou sobre a importância da sensibilização da direção da Caixa para que não haja mais nenhum reajuste, frisando que desde fevereiro as entidades sindicais em todo o país estão se mobilizando, fazendo visitas às agências, em defesa do Saúde Caixa.
A diretora da secretaria das mulheres, Danielle de Freitas, por sua vez, também falou sobre a importância de melhorias na gestão do plano. “A saúde é o nosso bem mais precioso e nós, como empregados da Caixa, que servimos tão bem ao Brasil, precisamos de saúde para trabalhar”, disse.
Confira a carta na íntegra:
“Nós, empregados da Caixa Econômica Federal, desempenhamos um papel essencial para o país. Somos protagonistas na promoção da justiça social e na construção de um Brasil mais igualitário. Estamos na linha de frente da gestão e do pagamento de benefícios fundamentais para milhões de brasileiros, como o Auxílio Gás, o Bolsa Família, o FIES, entre outros programas sociais.
Durante a pandemia, mostramos o verdadeiro significado de compromisso com a sociedade. Arriscamos nossas vidas para garantir o pagamento do auxílio emergencial e viabilizar políticas públicas urgentes. A Caixa teve atuação decisiva – e mais uma vez ficou evidente a importância estratégica do banco público para o Brasil.
Diante de tudo isso, sentimos ainda mais indignação com as atitudes da direção do banco em relação ao Saúde Caixa. Nossa saúde não pode ser negligenciada. O Saúde Caixa, que sempre foi baseado em um modelo justo e solidário, vem sendo atacado nos últimos anos.
A empresa tem transferido progressivamente os custos do plano para nós, trabalhadores, justificando essa mudança com um teto de 6,5% da folha de pagamento – limite imposto pela própria direção no Estatuto, com o único objetivo de restringir sua responsabilidade no custeio do plano.
Essa lógica é insustentável. A inflação médica cresce muito acima dos nossos salários. Consultas, exames, cirurgias e internações estão cada vez mais caros. Quando o limite de gastos é atingido, a empresa simplesmente deixa de cumprir sua parte. A diferença recai, injustamente, sobre nós – especialmente sobre os colegas aposentados, que mais precisam de assistência médica.
Os problemas continuam com a imposição dos reajustes nas mensalidades, centralização do atendimento, descredenciamento de prestadores e retirada de direitos importantes, como o plano pós-emprego.
Reivindicamos reajuste zero e melhorias no plano de saúde.
A direção da Caixa precisa fazer sua parte.
Cuidar de quem sempre cuidou do Brasil não é um favor – é uma obrigação.”





