Reunião das COEs do Itaú Unibanco discute fechamento de agências, demissões e reestruturação do banco

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Nesta terça-feira (18), às 10h, representantes dos trabalhadores participaram de uma reunião com o Itaú Unibanco no CEIC (Centro Empresarial Itaú Conceição), em São Paulo (SP). O encontro tratou de temas sensíveis à categoria, como fechamento de agências, demissões, teletrabalho, estruturas internas e condições de trabalho nas unidades.

Participaram, pelo banco, Marina Madeira, Gustavo, Bruno, Carlos Sobrinho, Simone, Adriana e Fernanda. Representando os trabalhadores, estiveram presentes Valeska, Carlos Hugo, Isabel, Luciana Dória, Felipe, Sérgio, Cris, Fernando, Eduardo e Valdênia.

A reunião foi aberta por Valeska, que questionou o banco sobre a continuidade do fechamento de agências, o aumento das demissões, a política de teletrabalho, o funcionamento do GERA, o Segmento Smart Pro e o papel do Ombudsman, entre outros pontos.

Marina Madeira afirmou que o Itaú busca “equilibrar o virtual e o físico”, reforçando que a instituição está em um momento de forte reestruturação. Segundo ela, o banco tem segmentado suas operações em áreas como Agro, Aposentado, Servidor Público, Alta Renda e Média Renda. Marina destacou ainda que:

• os bancários recentemente desligados tiveram sua privacidade respeitada;
• não há captação de voz durante o trabalho;
• os funcionários já eram cientes de que as ferramentas de trabalho são monitoradas;
• o uso de celular particular para atividades profissionais não é recomendado;
• o superintendente do Agro, Ulisses, é oriundo do Banco do Brasil;
• o GERA do Personalité tem avaliação semestral.

Na sequência, Gustavo, da área de Relações Sindicais, informou que o Ombudsman “funciona” e citou quatro demissões recentes: um superintendente no Paraná, os GNRA de São Paulo e Minas Gerais, e um GGA no Rio Grande do Sul.

A representação sindical também levou uma série de demandas. Isabel pediu providências para as Agências de Negócios, que operam sem vigilantes e, em alguns casos, têm caixas eletrônicos abastecidos externamente. Já Carlos Hugo cobrou reformas nas unidades vinculadas à Fetrafi-NE, que incorporaram outras agências, e mostrou fotos das salas lotadas. As imagens foram encaminhadas na hora para Marcelo Bau, superintendente da Região 65. Ele também alertou para a sobrecarga de trabalho dos ANs e reforçou a necessidade de contratações.

Todas as reivindicações foram registradas pelo banco, que se comprometeu a informar, posteriormente, quais medidas serão adotadas.

“Seguimos cobrando respostas e melhores condições de trabalho para a categoria. É essencial que cada denúncia seja tratada com seriedade e que o banco avance nos ajustes necessários”, ressaltou Carlos Hugo, titular da COE-Fetrafi-NE.

A reunião foi encerrada no início da tarde. A representação sindical seguirá acompanhando cada ponto discutido e cobrando soluções efetivas. Uma nova rodada de diálogo deve ser agendada assim que o banco apresentar retorno sobre as demandas.

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