Ao som do frevo, Sindicato comemora os 165 anos da Caixa e protesta contra o Super Caixa

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Ao som da orquestra Boi de Reis, o Sindicato dos Bancários da Paraíba celebrou, nesta segunda-feira (12), os 165 anos da Caixa Econômica Federal, em um ato que reuniu empregados, dirigentes sindicais e representantes das entidades associativas na agência Cabo Branco, no Centro de João Pessoa. A atividade uniu cultura, memória e mobilização, reafirmando a defesa de uma Caixa 100% pública, comprometida com o povo brasileiro e com seus trabalhadores.

A Caixa completa 165 anos como o maior banco público da América Latina, sendo responsável pela execução das principais políticas sociais do país. Presente na vida de milhões de brasileiros, a instituição é fundamental para programas como Bolsa Família, FGTS, Minha Casa Minha Vida, Fies, financiamento habitacional, crédito às empresas e transferências a estados e municípios.

Na Paraíba, a presença da Caixa é ainda mais estratégica: 20,6% das agências bancárias do estado pertencem ao banco, totalizando 42 unidades. Além disso, 90,3% dos financiamentos imobiliários no estado são realizados pela Caixa, somando R$ 16,9 bilhões em operações ativas. No crédito em geral, o banco responde por 63,8% do volume total, o equivalente a R$ 21,3 bilhões.

No campo social, os números também demonstram a centralidade da Caixa. Em 2024, o Bolsa Família beneficiou em média 671 mil famílias paraibanas, com repasse de R$ 5,5 bilhões. Já o FGTS, de 1995 a 2024, executou R$ 18,7 bilhões em obras no estado, gerando 284.957 empregos e beneficiando mais de 3,2 milhões de pessoas.

Caixa pública e luta permanente

Abrindo o ato, o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Lindonjhonson Almeida, destacou que comemorar os 165 anos da Caixa é também reafirmar a luta cotidiana em defesa do banco público.

“A gente está no dia a dia da luta por uma Caixa 100% pública. A população sabe da importância da Caixa para o povo brasileiro. São as políticas sociais que vocês, empregados e empregadas, fazem acontecer. Vocês merecem esse reconhecimento, porque guardam e constroem a história da Caixa todos os dias”, afirmou Lindonjhonson.

Na mesma linha, a diretora da Mulher do Sindicato, Danielle Freitas, reforçou que a relevância social da Caixa só existe porque há trabalhadores comprometidos sustentando essa missão. “A gente não pode esquecer que a Caixa cumpre esse papel social por conta do trabalho dos seus empregados. Se a Caixa quer continuar relevante para a sociedade, ela precisa também valorizar o seu corpo funcional”, afirmou, ao alertar também para os impactos do programa Super Caixa, que, segundo ela, dificulta o recebimento das comissões e aproxima a Caixa de um modelo de banco privado. “Hoje, a gente percebe que não há praticamente diferença de um banco privado para a Caixa nesse programa. Por isso estamos cobrando uma revisão”, destacou.

Danielle explicou ainda que o Sindicato está organizando um abaixo-assinado para ampliar a força da mobilização. “Quanto mais força a gente tiver, mais condições teremos de negociar a melhoria do programa”, completou Danielle.

Apcef e o futuro da Caixa

O presidente da Apcef-PB, Roncalio Peixoto, também participou do ato e destacou o papel da associação na qualidade de vida dos empregados e na defesa da Caixa.

“A Apcef é de todos nós. Que bom que a nossa Caixa tem uma Apcef que proporciona qualidade de vida aos empregados. Estamos num momento de mudanças, e a gente vai ter que se reinventar para que a Caixa viva mais 165 anos”, destacou Roncalio.

Mais que comemoração, um ato de defesa

A atividade deixou claro que celebrar os 165 anos da Caixa vai muito além de uma data simbólica. Para o Sindicato dos Bancários da Paraíba, a comemoração é também um ato político de defesa da Caixa pública, do papel social do banco e da valorização de seus trabalhadores, especialmente diante de programas como o Super Caixa e dos desafios relacionados ao Saúde Caixa.

Em um cenário em que a Caixa atende 153 milhões de clientes e mantém 3.258 agências em todo o país, mesmo após a redução do quadro para 83.307 empregados, a mobilização sindical reforça que não há Caixa forte sem trabalhadores valorizados.

Aos 165 anos, a Caixa segue transformando a vida dos brasileiros — e os bancários seguem na linha de frente para garantir que essa história continue sendo pública, social e a serviço do povo.

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