Sindicato dos Bancários participa de ato unificado organizado pela CUT no dia da mulher

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O Sindicato dos Bancários da Paraíba participou, neste domingo (8), do ato unificado organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A concentração ocorreu no Parque das Três Ruas, nos Bancários, e seguiu com uma caminhada até a Praça da Paz, reunindo diversos movimentos sociais.

A secretaria de relações intersindicais, Késsia Siqueira, ressaltou algumas conquistas já alcançadas pelas bancárias. “Somos uma categoria que já tivemos muitas conquistas, mas, claro, ainda há um longo caminho a ser trilhado”, ressalta.

Entre as conquistas, Késsia cita a licença-maternidade de 180 dias e o auxílio paternidade de 20 dias, além de, durante o período da amamentação, a bancária ter direito a dois descansos diários de 30 minutos cada para amamentar o bebê (ou, em alguns bancos, as bancárias podem escolher entre ter uma jornada reduzida durante o período de amamentação).

Já entre as lutas, ela cita a maior dificuldade em alcançar cargos de gerência, por exemplo, além da dupla ou tripla jornada que muitas enfrentam. “Infelizmente os homens ainda tratam as mulheres como uma parte frágil, delicada. Não sabem a luta que a mulher tem e a quantidade de responsabilidades que ela cumpre antes de chegar ali, naquele ambiente, ambiente, para trabalhar”.

Por sua vez, a secretária geral do Sindicato, Silvana Ramalho, destacou que a mulher, em diferentes ambientes, é chamada não apenas para exercer a sua competência, mas também demonstrá-la constantemente.

“Situações como ser interrompida ou ter nossas atitudes questionadas ainda são comuns. Por isso, o que buscamos é simples e justo: respeito. Mais do que uma questão de gênero, trata-se de reconhecer que mulheres são pessoas com capacidade, opinião e direito de ocupar os espaços que escolherem”, afirmou.

Já diretora da Fetrafi/NE, Samara Alves, frisou que, no dia internacional da mulher, mais do que celebrar é dia de reconhecer a luta das mulheres que sustentam diariamente o sistema financeiro com trabalho, competência e muitas responsabilidades.

“As mulheres bancárias seguem enfrentando pressões por metas, desigualdades e muitas vezes a dupla ou tripla jornada. Por isto, esta data também é um momento de reafirmar a necessidade de respeito, igualdade, de oportunidades e de condições de trabalho mais justas. Seguimos firmes na defesa dos nossos direitos e na construção de espaços onde as mulheres sejam valorizadas ou vidas desrespeitadas”, disse.

A programação da CUT reforçou a importância da organização coletiva das mulheres trabalhadoras na defesa de direitos e na construção de uma sociedade mais justa.

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