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Nesta terça-feira (07/07), o Bradesco reintegrou Raimundo Newton do Carmo Pinto em cumprimento ao pedido de liminar deferido pelo Juiz da 3ª Vara do Trabalho de João Pessoa (TRT 13), José Artur da Silva Torres, que determinou a imediata reintegração do reclamante ao emprego, nas mesmas condições contratuais vigentes antes da dispensa, inclusive com o restabelecimento do plano de saúde anteriormente disponibilizado, no prazo de 5 (cinco) dias.
O magistrado arbitrou uma multa diária no valor R$ 5.000,00, limitada ao montante de R$ 500.000,00, a ser aplicada em caso de descumprimento da medida judicial.
Repúdio
O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba ressaltou que esta reintegração foi mais uma vitória da classe trabalhadora. Em nome da Entidade Sindical e da Categoria Profissional, repudiou a atitude mesquinha e desumana do Bradesco, pela forma que dispensou um bancário que adoeceu dando o melhor de si, muitas vezes trabalhando em condições precárias, sob muita pressão e a prática de assédio moral para aumentar cada vez mais os lucros do banco que o abandonou depois de sugar toda sua força de trabalho e lhe adoecer. E, o que é ainda mais grave: o bancário estava em tratamento de doença ocupacional e em gozo de benefício previdenciário acidentário.
Atualmente, Raimundo trabalhava na Agência Manaíra, em João Pessoa-PB, totalizando 40 anos de serviços prestados ao Bradesco. Nessas quatro décadas, enfrentou duas doenças graves, inclusive enfermidades de natureza ocupacional. Em síntese, quase se matou de trabalhar. E qual foi sua recompensa? A demissão injusta, no momento que mais necessitava do emprego para sua manutenção e cuidados com a saúde debilitada. Mas, graças ao apoio do Sindicato, que colocou à sua disposição o Escritório de Marcelo Assunção e Advogados Associados, que lhe orientou e conduziu a Ação Judicial, a Justiça do Trabalho lhe devolveu o emprego e a dignidade. E sabe por quê? Porque nenhum banco está acima da Lei, nem da dignidade do trabalhador. Juntos, somos ainda mais fortes e deixamos aqui o nosso repúdio!”, concluiu Lindonjhonson Almeida.
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