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Com esse valor, banqueiros negam aumento real e estimulam os bancários a fazer greve – Acabou agora a pouco a quinta rodada de negociação entre os representantes da federação dos bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários. Os banqueiros apresentaram proposta de reajuste de 4,5%, que cobre somente a inflação e não tem o aumento real reivindicado pelos trabalhadores.
O Comando Nacional está reunido, discutindo as estratégias de luta, bem como definindo o calendário da greve.
Essa proposta foi rejeitada de imediato, por não contemplar o aumento real do qual os bancários não abrem mão de jeito nenhum.
Para Marcos Henriques, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, a proposta foi mais uma provocação dos banqueiros, que ainda não disseram a que vieram, após cinco reuniões infrutíferas. "Com essa mesquinharia toda, os banqueiros estão empurrando os bancários para uma greve sem precedentes. E, se eles querem o confronto, os bancários estarão prontos para arrancar o reajuste na luta, como sempre fez", concluiu.
Assim que o Comando Nacional definir o calendário de lutas, o Sindicato dos Bancários da Paraíba convocará os bancários de sua base para a assembleia específica, que assegure os tramites legais para a deflagração da greve por tempo indeterminado.
O que os bancários querem:
Reajuste salarial de 10% (o que significa aumento real de cerca de 6%).
PLR de três salários mais R$ 3.850.
Valorização dos pisos salariais
– portaria: R$ 1.432,90
– escriturário: R$ 2.047,00
– caixa: R$ 2.763,45
– primeiro comissionado: R$ 3.447,80
– primeiro gerente: R$ 4.605,73
Plano de cargos salários em todos os bancos.
Inclusão na Convenção Coletiva também da parte variável da remuneração.
Tíquete-refeição: R$ 19,25.
Cesta-alimentação: R$ 465 (um salário mínimo)
13ª cesta-alimentação
Auxílio-creche/babá: R$ 465
Fonte: SEEB Paraíba, com SEEB São Paulo





