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Para viabilizar a expansão, o banco estuda uma nova oferta de ações, com redução de participação do Estado na composição acionária, hoje com 89,86% do capital social. "Como companhia aberta, queremos atrair proprietários de capital para o banco ter mais força. Estamos elaborando um plano de capital para discutir com o acionista, na lógica da maior presença do banco", afirma Nascimento. Ele não dá detalhes sobre o processo, como participação ideal do estado, porque os planos ainda estão em análise e ainda terem que passar por análise na Comissão de Valores Mobiliários.
A competitividade de banco estadual, para o executivo, vem da criação de linhas específicas para demandas locais. O presidente do Banese cita como exemplo a demanda atendida em Sergipe de linhas de crédito para que padarias fizessem substituição de forno à lenha por forno elétrico, conforme instrução da Secretaria do Meio Ambiente, e linhas para modernização de cartórios no estado.
Em 2011, o Banese completa 50 anos e, em setembro de 2010, última divulgação de balanço, somava ativos totais de R$ 2,44 bilhões e carteira de crédito de R$ 1,01 bilhão. Os analistas da Austin Rating ponderam que a base patrimonial do banco é reduzida em relação à magnitude de seus ativos. "Neste sentido, a Austin vê como positiva a decisão do conselho de administração sobre a redução da distribuição de lucros e dividendos, com o objetivo de aumentar a base patrimonial da instituição", ressaltam em relatório. A política vigente até 2006 era de distribuição da quase a totalidade dos lucros, o que, na visão da Austin, "comprometeu o fortalecimento do patrimônio do banco, sendo que ainda apresenta nível baixo de capitalização."
Fonte: Maria Luíza Filgueiras – Brasil Econômico





