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O 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (35º CNBB), realizado em São Paulo, que conta com representantes do Sindicato dos Bancários da Paraíba, deu início à mesa sobre a Previ com um ato simbólico de apoio à entidade.A leitura e o referendo do manifesto Tolerância zero para casos de violência e assédio (veja a íntegra abaixo), assinado pela Contraf-CUT, pelo Comando Nacional dos Bancários, federações e sindicatos dos bancários, foram outro ponto de destaque nesta manhã.
O presidente da Previ, João Fukunaga, iniciou sua fala ressaltando que os ataques recentes não têm como alvo apenas a entidade de previdência, mas o próprio Banco do Brasil e seu papel público. Para ele, há uma estratégia orquestrada pela extrema direita, amplificada pela mídia, que tenta fragilizar a imagem do banco e abrir caminho para mudanças no modelo de gestão.
Um dos pontos abordados foi a repercussão dos resultados financeiros do BB. O presidente da Previ destacou que a queda recente nos lucros está ligada a fatores conjunturais, como a crise do agronegócio, e não a problemas de gestão. Ele ressaltou que os balanços do banco desde 2021 deixam claros os fatores que explicam o desempenho, afastando a narrativa de má administração.
Para a diretora de formação do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Magali Pontes, o 35° Congresso dos Funcionários do BB acontece num momento de vários eventos políticos complexos em nosso país e no mundo. “Esses acontecimentos trazem desafios para o conjunto da classe trabalhadora e categoria bancária. Articulação da extrema direita no mundo, novas configurações geopolíticas globais, avanços das novas tecnologias e IA no mundo do trabalho fizeram parte dos debates do nosso Congresso”, disse.
Segundo ela, o papel dos bancos públicos no fortalecimento das políticas públicas, na construção de um futuro mais justo, sustentável, inclusivo e democrático. “É um momento de bastante importância para defendermos a Cassi, a Previ e o Banco do Brasil, que vêm sistematicamento sendo atacados pela senha privatista do mercado. É necessário sairmos na defesa do Banco do Brasil enquanto empresa centenária e de grande importância para o desenvolvimento do país, que neste momento passa por uma série de ataques de gentes e agentes irresponsáveis em função da queda dos lucros, em decorrência da inadimplência do agronegócio e das mudanças na legislação, que aumenta a obrigaçao dos aprovisionamentos/PCLD”, afirmou.
Garantia de direitos e governança como maior tesouro
Wagner Nascimento, diretor eleito de Seguridade, destacou a importância das “atitudes previdenciárias”, ou seja, a adoção de ações que terão impacto direto na qualidade de vida no futuro. Para isso, apresentou dados sobre o grau de engajamento dos associados nos planos da Previ e reforçou a necessidade de que cada participante utilize as ferramentas disponíveis para fazer seu “check-up previdenciário” e estruturar um planejamento adequado.
Entre as orientações, destacou o uso do aplicativo da Previ e da ferramenta Meu Benefício, que simula cenários personalizados de aposentadoria. Também enfatizou a importância do API – Avaliação do Perfil do Investidor, questionário que ajuda cada associado a escolher o perfil de investimento mais adequado ao seu momento de vida, carreira e expectativas.
“A aposentadoria tranquila começa com pequenas atitudes que podemos tomar agora. Quanto mais cedo o associado se planeja, maiores serão suas possibilidades no futuro”, ressaltou Wagner.
União entre a experiência e a renovação pode garantir perenidade da Previ
A diretora eleita de Planejamento da Previ, Paula Goto, abordou a importância da união para garantir a bem-sucedida gestão da Previ, incluindo o importante pacto geracional. “Sempre digo que tudo que o funcionário do Banco do Brasil toca vira ouro. Nós temos hoje a categoria mais atuante, o maior sindicato de bancários, a maior autogestão em saúde (com a Cassi) e o maior fundo de pensão (Previ) da América Latina. Ou seja, além de lidar com grandes entidades, é com muita qualidade e muita vigilância que o trabalhador e a trabalhadora do BB atuam”, explicou.
A diretora de Planejamento da Previ também ressaltou a importância de experiência e renovação andarem lado a lado. “Lideranças novas, caminhando com quem está aí há mais tempo é o que explica a gestão bem sucedida de entidades centenárias, como são o Banco do Brasil e a própria Previ”, completou. “E isso diz muito da nossa capacidade de inovar, de olhar pra frente para entender as nossas necessidades e fazer a defesa intransigente dos nossos direitos e das nossas entidades”, concluiu.
Leia o manifesto na íntegra:
Tolerância zero para casos de violência e assédio
A Contraf, Federações e Sindicatos presentes afirmam que todas as pessoas têm o direito de serem tratadas de forma digna, respeitosa e justa, a viver uma vida livre de violência e assédio sem distinção de idade, gênero, sexo, orientação e identidade sexual, deficiência, religião ou origem étnica. Se queremos nos desfazer do problema da violência e do assédio nos lugares de trabalho, reuniões e na sociedade, primeiro devemos estabelecer um modelo a seguir na nossa organização. O assédio cria sentimentos de temor, desconforto, humilhação e incômodo.
A violência e o assédio designam um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, ou de ameaças de tais comportamentos e práticas, seja manifestada apenas uma vez ou de maneira repetida, que tenham por objeto, que causem ou sejam susceptíveis de causar, um dano físico, psicológico, sexual ou econômico, e inclui a violência e o assédio por razão de gênero.
Lembra-se a todos que todas as atividades, eventos e reuniões da Contraf, Federações e Sindicatos são espaços onde não será tolerada a presença destes atos. A Contraf-CUT está comprometida com fortalecer os procedimentos para combater estas práticas, isto implica que no momento que se apresente um incidente, assumimos a responsabilidade de averiguar a natureza das acusações, utilizando inclusive vídeos gravados pelas câmeras de segurança do evento, garantindo o devido processo de forma meticulosa e confidencial, a fim de propiciar condições de proteção e justiça para as pessoas que se vejam envolvidas nestes casos.





