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Nesta quarta-feira (19), Dia Nacional de Luta contra o fechamento de agências e as demissões no setor bancário, o Sindicato dos Bancários da Paraíba voltou a denunciar o agravamento das condições de trabalho e a redução drástica da rede de atendimento do Bradesco no estado. Os dados internos revelam um cenário de desmontes sucessivos que atingem tanto os trabalhadores quanto a população que depende dos serviços bancários.
De acordo com informações do sindicato, apenas em 2024 o Bradesco demitiu 43 bancários, e até outubro de 2025 já são 40 desligamentos registrados. Paralelamente às demissões, o banco segue promovendo um encolhimento acelerado de sua estrutura física: foram 116 Postos de Atendimento de Serviço encerrados recentemente, além do fechamento de 25 agências em toda a Paraíba somente em 2025.

Para os representantes da categoria, essa política aprofunda a sobrecarga nas unidades que permanecem abertas — e os números sobre saúde do trabalhador confirmam esse impacto. Em 2024, 82 bancários adoeceram, e até outubro de 2025 já são 71 casos, a maior parte relacionada ao adoecimento psíquico. O sindicato destaca que o aumento de casos ligados à saúde mental não é coincidência: é resultado direto da pressão, da redução de equipes e da intensificação do ritmo de trabalho após sucessivos cortes.
Diante desse quadro, o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Lindonjhonson Almeida, resume o sentimento da categoria:
“O que estamos vendo não é apenas a redução de estruturas, mas um desgaste humano profundo. O Bradesco demite, fecha unidades e deixa para trás bancários adoecidos e uma população desassistida. Os números mostram isso com clareza: dezenas de demissões, dezenas de agências encerradas e um adoecimento que cresce ano após ano. Nosso papel é reagir. Estamos aqui para defender empregos, proteger a saúde dos trabalhadores e garantir que a população da Paraíba não seja privada do atendimento bancário que merece”, afirma Lindonjhonson.
A mobilização desta terça-feira reforça a pauta nacional da categoria e evidencia a urgência de barrar o avanço das demissões e a redução do atendimento bancário. Para o sindicato, proteger os empregos é também proteger a qualidade do serviço público essencial que chega à população.






