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Dizer que ele também dá uma aula de cultura é redundância. Estamos falando de um dos maiores escritores, não apenas do Brasil, mas do mundo. Por isso mesmo foi lançada extra-oficialmente no Bancarte, a sua candidatura ao Prêmio Nobel de Literatura, que não seria na verdade nenhum favor. Mas Ariano desconversou, e com mais uma aula de humor disse que só cogitaria tal premiação se não precisasse viajar de avião até a Europa.
“Se eles me elegerem sem que eu precise viajar para fazer campanha, eu até que aceito o prêmio”, afirmou o autor de “O Auto da Compadecida” arrancando gargalhadas de seus súditos na platéia. Na verdade Ariano Suassuna não tem fãs, mas tem súditos. Sempre exaltando a arte popular dos cantadores repentistas e os folguedos tradicionais do país, Suassuna se solidarizou com o Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, o compositor Chico César. “Estou com Chico César e não abro!”, disparou.
Chico César, que estava na platéia, saudou o escritor e o encontro dos dois criou um elemento a mais para os presentes. A noite também foi marcada pela entrega, por parte de Ariano, da “Medalha Ariano Suassuna” ao jornalista e poeta Ricardo Anísio, que atualmente integra a equipe de comunicação do Sindicato dos Bancários da Paraíba. O próprio Ariano fez a entrega da medalha, coadjuvado pelo vereador Bira, autor de propositura. Ao final da aula-espetáculo de Ariano Suassuna a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba entregou um ramalhete a D. Zélia Suassuna, esposa do consagrado escritor paraibano que projetou o nome do nosso Estado para o Brasil e para o Mundo.





